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Número 786,

Cultura

Teatro

Cacilda Becker, quatro vezes

por Alvaro Machado — publicado 09/02/2014 09h16
José Celso nos oferece agora a terceira e quarta partes da rica história que começou a contar em 1998
Jennifer Glass
Cacilda

José Celso e Juliana Perdigão, maratona teatral

Cacilda!!! e Cacilda!!!!
Teatro Oficina, SP, até 23  fev

A memória dos últimos 60 anos do teatro brasileiro é algo vivo na mente de José Celso Martinez Corrêa. O diretor nos oferece agora a terceira e quarta partes dessa rica história, que começou a contar em 1998. Ambas duram quatro horas e meia. Aos sábados revive-se o segmento Cacilda!!! Glória no TBC e 68 aquiagora, cuja ação empreende o salto da ascensão nos anos 1940 para o fim da vida da atriz, durante a ditadura. Este permanece o ponto alto da narrativa de extensão épica, com figuras de sentidos acessíveis pela juventude que ainda compõe o público do Oficina.

A nova Cacilda!!!! A Fábrica de Cinema & Teatro examina a estelar passagem pelo palco do Teatro Brasileiro de Comédia e pelos estúdios de cinema da Vera Cruz, capitaneados pelo empresário italiano Franco Zampari (1898-1966). O sonho de compor um parque industrial das artes cênicas com nível técnico europeu logo se esboroou: a companhia cinematográfica durou apenas cinco anos e o teatro, 15.

Com acúmulo de alegorias carnavalescas, Fábrica é como uma compilação das soluções cênicas habituais do diretor e exigiria conhecimento prévio de episódios históricos. Sylvia Prado e Camila Mota revezam-se para “receber” Becker, que o diretor interpreta como entidade viva, espécie de xamã do teatro brasileiro. O registro de vedete esfuziante de Prado soa como liberdade discutível, enquanto Mota se ocupa, com melhor sorte, da face interiorizada da moeda.

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