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Número 782,

Sociedade

Refogado

Se eu fosse um...

por Marcio Alemão publicado 12/01/2014 06h30
A comida explica você mais do que se pensa. Quem mergulhou num prato de escargot terá um raro ano de paz

Terminei um ano e comecei o outro muito bem, com os clássicos. Na casa onde estava na passagem do ano algumas pessoas se arriscaram e comeram peru. Pois eu já posso vê-las ao longo deste ano a ciscar, a procurar minhocas... mas pense cá comigo (cacófato ou aliteração?): maravilhoso não seria se a comida do fim do ano pudesse determinar nossa sorte e comportamento durante o novo ano?

Comi um guisado de urso. Logo, em 2014, entrarei nos restaurantes japoneses mandando tapas no sushiman e devorando todos os salmões. O comedor de aves, melhor que seja um gatuno, pois ganhará especial habilidade para correr, escapar. Churrasco seria minha recomendação para o Selecionado Canarinho: dribles da vaca a mais não poder.

Um delicioso prato de escargots e os ansiosos teriam um raro ano de paz. Fontes fofocam que esse é o prato predileto de um certo senador na passagem do ano. Uma pratada de canários, curiós e uirapurus para a turma da Anita. Um pratinho caseiro: arroz, feijão, bifinho, e você passará o ano preso ao ambiente doméstico. Ideal para os mensaleiros.

Espetinhos de peçonhentas serpentes, sucesso entre os candidatos a cargos públicos. Ensopado de hiena parece que já vem sendo consumido com voracidade por aqueles que têm lotado as salas de cinema durante a exibição das tristonhas comédias nacionais. Pizza pode não ter um grande apelo para uma ceia de fim de ano. Porém, se alguém pretende que suas falcatruas não resultem em nada, temos o prato perfeito: zebra assada.

Quem sabe uma boa opção para norte-americanos, croatas e iranianos que passarão por nossas exemplares arenas. Sashimi de baiacu, na verdade, deve ter sido o mais consumido em 2013 pelos responsáveis pela construção das citadas arenas. Mas ainda tem saído bastante para a turma que segue fincando estacas nas Olimpíadas Balneárias.

Por fim, carne de asno, de burro, para os muitos que desejam que nada mude.

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