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Número 782,

Economia

Video-games

Burocracia nos games

por Felipe Marra Mendonça publicado 13/01/2014 06h19, última modificação 13/01/2014 06h24
Após 14 anos de proibição, China libera a venda de consoles em seu mercado interno. Por Felipe Marra Mendonça
Radly J Phoenix/Flickr
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Empresas terão que conquistar os consumidores do "mercado cinza"

O governo chinês decidiu suspender temporariamente a proibição da venda de consoles de videogame no país na terça-feira 7, uma medida que já durava 14 anos. A proibição, instaurada em 2000, visava proteger a juventude chinesa dos supostos efeitos nocivos dos jogos eletrônicos. Agora o governo deve permitir que empresas estrangeiras como a Sony, a Microsoft e a Nintendo vendam seus consoles desde que sejam fabricados dentro da zona franca de Xangai e passem por uma inspeção “cultural” por burocratas. A decisão, publicada no site do Conselho de Estado, principal autoridade executiva do governo, não forneceu mais detalhes e não disse quanto tempo deve durar a suspensão.

O problema é que todas as três grandes da indústria do videogame devem ter muito trabalho para conseguir re­cuperar o mercado perdido. Durante os 14 anos de proibição, a grande maioria dos consumidores chineses debandou para os jogos em PCs, fáceis de ser copiados e pirateados. Além disso, a grande maioria dos consumidores contemplados pela suspensão da proibição ganha cerca de 600 dólares por mês, segundo estudo citado pela agência Reuters, o que quer dizer que não teriam tanto dinheiro sobrando para gastar com jogos. Um estudante de 23 anos citado pela agência disse que os preços médios dos jogos, entre 33 e 50 dólares, os tornam proibitivos. “Realmente, é algo insustentável ou impensável para mim”, disse Yang Anqi.

A saída para os consumidores chineses deve continuar a ser o chamado mercado cinza, no qual comerciantes vendem consoles destravados que são capazes de rodar jogos pirateados, esses vendidos a preços bem mais em conta.

Um dos lançamentos mais interessantes da atual CES, principal feira mundial de eletrônicos realizada em Las Vegas, foi um computador que cabe no corpo de um cartão SD. É o Edison, da Intel, e deve servir principalmente para deixar acessórios mais inteligentes. Um exemplo é um cobertor de bebê desenvolvido pelo MIT que monitora os batimentos e a respiração, além de controlar funções pela casa de acordo com os movimentos da criança. Quando ela acorda, por exemplo, o Edison pode pedir que um aparelho esquente sua mamadeira. Uma mão na roda para os pais.

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