Você está aqui: Página Inicial / Revista / Balbúrdia no país da copa / Até 2014
Número 780,

Estilo

Festas de fim de ano

Até 2014

por Marcio Alemão publicado 30/12/2013 09h48
Que tal um leitãozinho? Os chefs estão tirando a maldição do porco
Flickr / Imprensa GPA
peru

Carne de ave é mais perigosa que a suína

Tem de ter cotechino com lentilhas no fim do ano. E no cotechino tem de ter mostarda de Cremona. Leitãozinho também vai bem e bacalhau idem.

Já me arrisquei comendo ave e não tive um ano-novo de migalhas. Essa história provavelmente deve ser resultado de um acordo feito há séculos, entre vendedores de aves e de suínos. Você fica com o Natal e eu com o ano-novo.

Foi bom notar que os chefs descobriram o porco e estão conseguindo, talvez, tirar dele a maldição. Um mínimo de conhecimento é suficiente para notar que um frango não orgânico, não criado solto, tem muito mais perigo a oferecer para nossa saúde que um suíno.
Continuo não gostando do preço praticado para se comer de maneira simples. Sobre o assunto muito se falou, nada se fez e nada se fará. Tem Copa no ano que vem.

E tem de ter um pouco de meditação no fim do ano e, para tanto, o álcool é importante. É certo que pessoas bem mais evoluídas do que eu conseguem fazê-lo sem auxílio extra.

Eu vou de destilado. Não me interessa muito harmonizar comida e bebida nessa época. Harmonizar meu humor, minhas expectativas e eventuais frustrações com um bom uísque ou gim, sim. E música. Música e bebida devem estar em harmonia. TV ligada para ver os fogos em Copacabana é coisa que eu não recomendo, principalmente se a pessoa não teve um bom ano e anda cansada da vida.
Regra básica para noites de maior consumo alcoólico: muita água. Tenho três opções: em primeiríssimo lugar, a portuguesa Pedras Salgadas. Na sequência a francesa Badoit e por fim a boa Prata.

Os pêssegos estão saborosos. Os figos mais estáveis que no ano passado e a lichia, apesar de feia, tem se apresentado carnuda. A romã eu dispenso, ainda que digam que traz sorte mastigar seus pequenos grãos sem quase nada de bom. Cerejas muito caras. Nozes, pode ter sido falta de sorte, não comi nenhuma espetacular. E vamos combinar que nozes sem casca não têm nada a ver com
esta época do ano. Falta cozinhar algumas castanhas. Taí uma coisa que é bom pensar em combinar com um bom Porto. Castanha entra no quesito ritual.

Bom momento também para pensar.

Promessas ainda se fazem? Desde que parei de fumar não pensei muito no assunto. Mas vamos lá: vou caprichar mais no Refô.

Sempre mais. E que não é promessa, mas um desejo: que o nosso ano seja espetacular.