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Número 776,

Tecnologia

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Um nó de 21 bilhões

por Felipe Marra Mendonça publicado 24/11/2013 09h03, última modificação 25/11/2013 06h21
A indenização pedida pela Apple à Samsung por ter roubado tecnologias criadas para o iPhone e o iPad avança nos tribunais
Jung Yeon-Je / AFP
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As tecnologias do iPhone e do iPad teriam sido usadas pelas concorrentes

Em mais um capítulo na briga entre a Apple e a Samsung, teve início, na semana passada, um julgamento na Califórnia que definirá quanto dinheiro a empresa sul-coreana deverá pagar à rival norte-americana por ter roubado tecnologias criadas para o iPhone e o iPad. A decisão original é de agosto de 2012: a Apple tinha pedido então 21,5 bilhões de dólares. O julgamento atual trouxe declarações surpreendentes dos advogados de ambas as partes, segundo relato da agência Bloomberg.

“Quando eu era pequeno, assistia à tevê em aparelhos feitos nos Estados Unidos. Mas as companhias não protegeram sua propriedade intelectual e hoje não existem mais fabricantes americanos de televisores”, disse Harold McElhinny, advogado da Apple. “Todos sabemos o que aconteceu depois”, concluiu.

Bill Price, representante da Samsung, solicitou à juíza Lucy Koh a anulação do processo, pois a declaração de McElhinny seria “racista”. “Ele apela para um conceito de raça, achei que estivéssemos à frente disso”, disse Price. Segundo ele, o advogado da Apple queria dizer que companhias norte-americanas teriam ido à falência por causa de práticas desleais de companhias asiáticas como a Samsung. “Não usei qualquer palavra sobre raça e não mencionei a expressão asiático”, respondeu McElhinny. A juíza Koh, de ascendência sul-coreana, por sua vez, não aceitou o pedido de anulação, e disse ao júri para ter cuidado e não ser influenciado por opiniões pessoais, preconceitos ou simpatias.

A disputa entre as duas companhias está prevista para continuar em março, quando começa um novo julgamento sobre tecnologias embarcadas no iPhone 5, da Apple, e no Galaxy III, da Samsung.

A Estação Espacial Internacional completou 15 anos na quarta-feira 20. A data marca o lançamento do primeiro módulo da estação, o Zarya, feito pela Agência Espacial Russa. Os primeiros astronautas a ocupar a estação chegaram somente após dois anos, em novembro de 2000. Desde então são 13 anos de funcionamento, a maior presença contínua de humanos no espaço. Até hoje 211 pessoas trabalharam na estação ou a visitaram, incluído na conta o astronauta brasileiro Marcos Pontes.

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