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Número 773,

Cultura

Teatro

Tríptico da vida como ela é

por Alvaro Machado — publicado 03/11/2013 07h37, última modificação 03/11/2013 07h50
O descompasso de discursos na Feira do Livro de Frankfurt foi constrangedor, mas houve uma unanimidade: todos que viram a peça Puzzle elogiaram-na
Divulgação
Felipe Rocha

Felipe Rocha integra a vertiginosa colagem de Hirsch

Se foi constrangedor o descompasso de discursos na comitiva de escritores e autoridades presentes à Feira do Livro de Frankfurt, em outubro, houve, por outro lado, uma unanimidade. Todos que viram Puzzle, peça comissionada para o evento, elogiaram-na sem reservas, assim como o mais importante jornal da cidade. Vitória havia muito desconhecida pelo paranaense Felipe Hirsch, 20 anos de trajetória, que assina concepção e direção do espetáculo.

Com mais de seis horas, ao longo de três dias, ou para ser visto como três peças distintas, Puzzle desembarca em São Paulo nesta semana. Descrita pelos alemães como “sucessão vertiginosa de teatro documentário, vídeo, teatro físico e pós-dramático”, a peça promove colagem de textos de 15 escritores. Na parte “a”, uma apresentação social e literária do País “impossível de traduzir”, sucedem-se palavras de Jorge Mautner, Dalton Trevisan e Paulo Leminski, entre outros.

A classe média paulistana “nova-rica” é o foco da parte “b”, com textos de André Sant’Anna e Augusto de Campos. A parte “c”, “sensorial e ultralírica”, fala dos atos de ler e escrever, por meio de autores como Verônica Stigger, Rodrigo Lacerda e Amílcar Bettega.
O elenco reúne sete nomes da nata do teatro paulista dos últimos anos e a cenografia, “genial” segundo os alemães, é da parceira habitual de Hirsch, Daniela Thomas e Felipe Tassara.

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