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Número 773,

Cultura

Concerto

Haydn reconstruído

por Alvaro Machado — publicado 02/11/2013 06h04, última modificação 02/11/2013 06h55
A Sociedade de Cultura Artística traz o grupo de concerto holandês Combattimento, chance de sensibilização musical quanto a repertórios mais antigos
Jim Bridges
Concerto

Insuspeitas filigranas. O grupo holandês dirigido por Jan Willem de Vriend exibe resultados originais

Combattimento Consort Amsterdam
Sala São Paulo
6 de novembro

Para encerrar com brilhantismo sua temporada anual de concertos, a Sociedade de Cultura Artística leva à Sala São Paulo o grupo holandês Combattimento, chance, a tornar-se rara em palcos brasileiros, de sensibilização musical quanto a repertórios mais antigos (peças que vão de 1600 a 1830). O concerto divide-se entre o barroco de Rameau e obras de Haydn.

Nas execuções do primeiro dos três grandes mestres do classicismo vienense, os 16 músicos do ensemble dirigido pelo festejado musicólogo e violinista Jan Willem de Vriend têm obtido resultados originais. Em comparação às gravações tradicionais, Haydn parece retroceder no tempo e o volume sonoro reduzido revela filigranas insuspeitas de instrumentação. Praticamente reconstruído, o compositor comparece com a Sinfonia Fúnebre e com o seu primeiro concerto para violoncelo, com o solista britânico convidado Thomas Carroll.

Em São Paulo, De Vriend assina um dos últimos concertos do grupo sob sua direção artística, pois em 2014 segue carreira de regente à frente de grandes orquestras. O programa traz ainda performance inédita no Brasil da peça dramática Les Boréades, de Rameau.