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Número 772,

Sociedade

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Omelete do pré-sal

por Vitor Knijnik — publicado 01/11/2013 11h18
Uma coisa a chamar a atenção foi a falta de carisma do pessoal envolvido. Até o Fábio Santos é mais querido que o ministro Lobão. Colocaria uma pelada no meio do leilão. No blog do Otto Glória
Do Blog do Otto Glória
Otto

Fui campeão por Botafogo e Portuguesa. Acho que isso encerra qualquer questionamento sobre mim ou minhas habilidades profissionais.

Falou-se tanto em ”Campo de Libra“ nesta semana que, acredito, tenho muito a contribuir com esse debate. Treinando os mais diferentes clubes, introduzi novas táticas e apostei na disciplina e no conjunto pra alcançar as vitórias. Se a Dilma me nomeasse superministro, ia garantir muitas conquistas e uma base aliada jogando com o governo. Não sem uma reformulação no elenco, claro. Como já disse outras vezes, é impossível fazer omelete sem os ovos.

Pra começar, faria várias alterações no leilão de segunda-feira. Qual seria a estratégia correta? Deveriam ter chamado uns jogadores pra cuidar do cerimonial. Haveria umas gostosas andando pelo local, cerveja gelada, uma carne pós-sal na brasa (desculpem o trocadilho infame, não resisti) e um grupo de pagode animando a galera. A verdade gritante, amigos, é que tem dia em que se precisa da Glorinha Kalil; noutros, do Vampeta.

Outra coisa a chamar a atenção foi a falta de carisma do pessoal envolvido no evento. Até o Fábio Santos é mais querido que o ministro Lobão. Colocaria uma pelada no meio do leilão. Uma espécie de Petrobras x Resto do Mundo. Aproveitando os negócios brasileiros na Argentina, convocaríamos o Messi pra jogar. Por sorte, do outro lado teríamos, majoritariamente, jogadores americanos. E, caso alguém indesejado fosse responsável pelo melhor lance (do leilão ou da partida), colocaríamos o Edílson fazendo embaixadinhas e o Paulo Nunes correndo atrás dele pelo salão até virar uma batalha campal.

Assim, sigo esperando convite da presidenta pra assumir algum cargo na administração pública. Ela sabe que não adianta insistir com certas peças na equipe que precisam de uma injeção de ânimo. Porém, fui campeão por Botafogo e Portuguesa. O que, acho, encerra qualquer questionamento sobre mim ou minhas habilidades profissionais. Mas nunca é demais estar preparado. Em futebol e na Presidência da República, quando se acerta é bestial; quando se erra, uma besta.

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