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Número 771,

Sociedade

Escravidão

O mapa-múndi da vergonha

por Redação — publicado 18/10/2013 15h58
Organização internacional mapeia a escravidão em todo o mundo. E descobre em Cuba um dos países que melhor a combatem

Na quinta-feira 17, a Walk Free Foundation publicou o primeiro índice de escravidão global – o Global Slavery Index. Segundo o levantamento, há hoje no planeta 29,8 milhões de pessoas escravizadas. Os países em que o problema é qualitativamente pior  – maior porcentagem de pessoas escravizadas ou submetidas a esse risco (crianças casadas e migrantes traficados) são Mauritânia, Haiti e Paquistão. Aqueles com maior quantidade absoluta de escravos são, porém, Índia, China, Paquistão, Nigéria, Etiópia, Rússia, Tailândia, Congo, Mianmar e Bangladesh, que somam 76% dos escravos do mundo.

A posição do Brasil – 94ª pior entre 162 países, com estimados 170 mil a 217 mil escravos – é mediana, menos ruim que a da Polônia, República Tcheca, China, Arábia Saudita e Emirados Árabes, ou que a do Peru, Equador, Uruguai, Colômbia, Paraguai, Venezuela, Bolívia, República Dominicana e Chile. Mas o país com menor índice de escravidão nas Américas é Cuba, na 149ª colocação. Apenas alguns países europeus e a Nova Zelândia estão em posição melhor.