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Número 765,

Tecnologia

Telefonia

Microsoft móvel

por Felipe Marra Mendonça publicado 11/09/2013 12h18
A gigante da tecnologia compra a divisão de telefonia celular da Nokia
Luke Macgregor/Reuters
nokia-microsoft

A Microsoft comprou a divisão de telefonia móvel da finlandesa Nokia por 7,2 bilhões de dólares

Na semana passada, o anúncio da demissão do CEO da Microsoft, Steve Ballmer, foi recebido com tranquilidade por boa parte da mídia especializada. Embora tivesse aumentado a receita e o lucro da empresa durante seus 13 anos no comando, Ballmer não percebeu as mudanças no mercado e a Microsoft ficou para trás em vários segmentos, entre eles os de smartphones. Para tentar resolver essa questão antes de sair definitivamente de cena, a Microsoft anunciou a compra da divisão de telefonia móvel da finlandesa Nokia na terça-feira 3, por 7,2 bilhões de dólares.

“Vender um negócio não é legal, mas às vezes é a coisa mais certa”, disse Risto Siilasmaa, CEO interino da companhia. “Foi uma decisão muito emocionante para mim.” Siilasmaa disse que parte do que o convenceu a vender a divisão é que ele percebeu que o segmento de smartphones estava se tornando um duopólio com a dominância das plataformas iOS e Android. “A Nokia não tinha os recursos suficientes”, para tentar reverter essa situação, enquanto a Microsoft tinha os recursos, mas não tinha um modelo de negócios apropriado para o mercado, explicou o CEO.

A Microsoft precisava da Nokia para assegurar a sobrevivência do Windows Phone, visto que a finlandesa era responsável pela venda de 80% dos aparelhos que rodam o sistema. Além disso, a Nokia ainda é a marca preferida por compradores de celulares em mercados emergentes que ainda não adquiriram um smartphone. A Microsoft aposta na fidelização desses consumidores na hora de comprar um telefone mais “inteligente”, alavancando a plataforma Windows Phone.

Mas o caminho não deve ser fácil. Um dos pontos positivos dos smartphones da Nokia era o desenho industrial elegante e inteligente, mas o responsável por essa área decidiu sair da empresa assim que a venda foi fechada. Marko Ahtisaari, vice-presidente-executivo de design da Nokia, saiu para “buscar novas oportunidades”. Outro entrave em potencial é que a Microsoft vai começar a vender telefones com a própria marca, visto que entre os pontos do acordo de venda não está a transferência da marca Nokia. Por um bom tempo o nome Nokia era quase sinônimo de aparelho celular. Resta agora ver como os consumidores vão reagir a um smartphone Microsoft. Um triste fim para uma marca que trouxe tantas inovações ao mercado.

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