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Número 760, Agosto 2013

Cultura

Teatro

A guardiã da memória

por Igor Giannasi — publicado 04/08/2013 10h17
O Museu da Imagem e do Som traz o monólogo "Desarticulações", baseado no diário da escritora argentina Silvia Molloy
Regina Braga

Regina Braga, contato intenso com a plateia

Desarticulações
Isabel Teixeira
MIS, São Paulo
Até 25 de agosto

Guardião da memória, um museu sempre pareceu o lugar perfeito para a encenação de Desarticulações, acredita o quarteto idealizador do projeto, a atriz Regina Braga, a diretora Isabel Teixeira, o cenógrafo Marcos Pedroso e o produtor Henrique Mariano. Coube ao Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, abrigar o monólogo baseado no diário da escritora argentina Silvia Molloy, que acompanha a perda gradativa das lembranças da amiga Maria Luísa. Regina canta, arrasta-se pelo chão, pendura-se a uma cadeira e fica como nunca antes em cena, envolta pela plateia, intimidade proporcionada pelo cenário-instalação.

A atriz conheceu o texto em 2011, durante leitura pública a convite do Instituto Moreira Salles. As reações da plateia diante da força do diário foram definitivas na decisão de montar a peça. “Nos primeiros fragmentos que comecei a ler senti que o público queria ouvir. E ter essa sensação é uma coisa preciosa”, diz Regina a CartaCapital. “É um texto muito delicado, íntimo.”

O contato intenso com a plateia, para o qual modestamente se considera “sem tarimba”, impõe facilidades e dificuldades. “É muito forte, pois o público é muito próximo, a ponto de me tocar. Com essa aproximação estou num limite que fica uma obra no museu. É muito novo para mim esse lugar.

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