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Número 759, Julho 2013

Cultura

Teatro

A homofobia à porta

por Igor Giannasi — publicado 28/07/2013 10h10
Na peça "Tem Alguém Que nos Odeia", um casal de mulheres precisa lidar com ataques homofóbicos de um vizinho
Divulgação
Tem alguém que nos odeia

Ana e Bruna, reflexão sobre a intolerância

A situação chega a tal ponto que, de um lado, uma das vítimas se sente culpada pelas provocações e agressões de seu algoz. De outro, a raiva que o opressor desfere contra o oprimido acaba incorporada, numa tentativa de autodefesa, por este contra o agressor. Em Tem Alguém Que nos Odeia, um casal de mulheres precisa lidar não apenas com os atritos no relacionamento surgidos após a mudança para o apartamento herdado por uma delas, mas também com ataques homofóbicos de um vizinho.

O texto de Michelle Ferreira coloca em perspectiva alegórica a maneira como a homofobia é tratada na sociedade nas figuras da síndica do prédio, da polícia, da vizinha que não liga para as agressões e no padre morador do andar de baixo.

Vale ressaltar um detalhe: as atrizes-produtoras Ana Paula Grande e Bruna Anauate, apesar de terem o projeto aprovado em leis de incentivo à cultura, não conseguiram nenhum patrocínio de grandes empresas. Há quem odeie temas polêmicos.