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Número 755, Julho 2013

Estilo

Refô

Comer na Jordânia II

por Márcio Alemão publicado 28/06/2013 12h59, última modificação 28/06/2013 13h19
Lembranças de uma coalhada com pepino e hortelã e de uma paleta de carneiro assada, de suculência espetacular e textura perfeita
coalhada

Na ida para Istambul, no lounge da Turkish Airlines, comi a inesquecível coalhada de pepino com hortelã

Falava sobre o lounge da Turkish Airlines no último Refô, que na verdade fica no aeroporto de Istambul, parada obrigatória para quem está indo ou voltando da Jordânia. Na ida comi a inesquecível coalhada com pepino e hortelã. Na volta, às 6 da manhã, o local se transforma em um restaurante de bom nível.

Vários cozinheiros em diferentes praças preparam simples sanduíches na hora ou os clássicos omeletes, ovos de gemas muito alaranjadas e conhecidas variações. Sucos frescos, bebidas quentes variadas, muitos tipos de pães e aquela oferta enorme de comidas que considero bizarras para o amanhecer do ser humano. Mas isso vai do costume da pessoa, certo?

Cito o tomate assado que aparece em muitos  -rechauds around the world. Se você aprecia, me desculpe, mas sempre me deprime vê-los apoiados no inox, alguma água ao redor, murchos...

E no tema pulo para um espetacular resort no Mar Morto, o Kempinski. Contei: eram 30 rechauds. Uma explicação se faz necessária. Muitos japoneses no hotel e o japonês costuma comer no café o que almoça. Lembro-me bem de uma viagem a Los Angeles, Japan Airlines, business class, acordo com um forte cheiro de comida. Meu vizinho bateu uma estranha pratada, para meu gosto ocidental, diga-se.

No mesmo local dos 30 rechauds, à noite encontrei uma paleta de carneiro assada. Carneirão, ossos largos. Por lá eles sabem preparar muito bem esse animal. E essa paleta, esse “ombro”, estava sensacional no quesito que precisa ser considerado: muito sabor. Não percebi nenhum tempero. Senti apenas que a carne estava no ponto ideal, desmanchando sem ser aquela história meio sem graça do tal cordeiro de sete horas que eu, desculpa, não gosto. Suculência espetacular, textura perfeita.

O mesmo digo a respeito de um peito de frango transformado em kebab no restaurante que o rei da Jordânia costuma frequentar em Amã, o Tannoureen.  Vale dizer que a possibilidade de o frango ser brasileiro era grande. Fiquei a pensar se o modo de assá-lo teria feito com que suas fibras se transformassem naquele algo mais tenro.

Por conta desse novo cômodo meio apertado, na semana que vem mais um episódio da Jordânia.

Sal verde: será lançado na Fispal pela empresa Sabora. Trata-se de um salgante (legal esse termo, né?) feito à base de mistura de ervas, sem o cloreto de sódio. Acho que não vai dar ainda para colocar no saleiro. A ideia é que a indústria passe a utilizá-lo, reduzindo o teor de sódio de alimentos industrializados.

Connaught lança bolos fashion: o Connaught, todo mundo sabe, é um bom hotel londrino. E a Hèlene Darroze, chef estrelada Michelin, decidiu elaborar receitas para o chá da tarde contando com a colaboração de nomes do mundo da moda. Christian Louboutin foi um deles. Aliás, sabia que o bolo favorito dele é o floresta negra e que a torta de maçãencanta Roland Mouret? Vivendo e aprendendo. O chá vai das 14 às 18 horas e custa 38 libras.

McArroz: só no Brasil, por exemplo, você pode comer pão na chapa estando no Mc Donald's. Da mesma forma, só no Mc da China você vai poder comer arroz. O grupo faz isso com alguma frequência: introduz pratos regionais no cardápio clássico.

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