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Número 754, Junho 2013

Saúde

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Vacina contra a gripe vale a pena?

por Rogério Tuma publicado 25/06/2013 09h06, última modificação 25/06/2013 14h38
As estatísticas dos EUA sugerem que a resposta é "sim". Mas se a vacina da gripe reduz, de fato, os casos ou diminui a sua gravidade, nem por isso ela faz milagres
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Vacina reduz casos, mas nem por isso faz milagres

Um estudo do centro de Controle de Doenças Infectocontagiosas dos EUA comprova: nos últimos seis anos houve uma redução de mais de 2 milhões de casos de gripe por causa da vacina. Sempre tem alguém a questionar o valor da vacina contra a gripe sob o argumento de que pegou a doença após a vacina, mas a historia não é bem assim. A vacina é protetora, mas não de maneira absoluta. Ela consegue reduzir em apenas 20% o número de casos, mas diminui também a gravidade dos eventos não evitados.

O estudo, coordenado pela doutora Deliana Kostova e publicado na revista PLOS ONE, leva em conta o programa de vacinação nos EUA entre 2005 e 2011 e considera o número de casos e internações por gripe nesse período. Nos EUA, o único país com orientações universais para vacina antigripe, o Departamento de Saúde preconiza que qualquer indivíduo deve ser vacinado após os 6 meses de vida.

Segundo a conclusão, nos últimos cinco anos, a vacina contra a gripe reduziu em 18,5% o número de casos de infecção e evitou mais de 110 mil ocorrências de internação hospitalar. Os autores descobriram também que um número maior de indivíduos vacinados permite uma redução exponencial dos casos, pois evita a cadeia de transmissão. No ­período entre 2010 e 2011, último ano de estudo e quando foi registrado um número maior de vacinados, houve redução de mais de 5 milhões de casos de gripe, 2,1 milhões de visitas médicas e 40 mil hospitalizações causadas pela doença. Pode ir para a fila e receber a sua vacina.

Cuidado, o celular pode derrubar você
Segundo um estudo da Universidade de Ohio, nos EUA, no período de 2005 a 2010, dobrou o número de pessoas que visitam as unidades de pronto-atendimento do país, por causa de quedas, por tropeçarem, ou acidentes mais graves enquanto caminham distraídos falando ao celular. Foram 1,5 mil atendimentos em 2010. Para os pesquisadores Jack Nasar e Derek Troyer, o número pode dobrar até 2015, pois a tendência de uso do aparelhinho ainda é crescente. O estudo, a ser publicado na revista Accident Analysis and Prevention de agosto, mostra que os jovens com idade entre 16 e 25 anos são os mais suscetíveis a traumas por distração causada pelo celular, e que a gravidade dos traumas variou desde a queda de uma ponte até atropelamento. Mais interessante: no mesmo período, o número de pedestres com trauma atendidos nessas unidades de urgência reduziu-se pela metade. Não precisa muito para se distrair com o aparelho. Falar ao celular estava relacionado em 69% dos casos, enquanto digitar texto implicou 10% das ocorrências de acidentes. O número de acidentes com carros é ainda mais alarmante e, segundo os autores, é subestimado em centenas de vezes. Portanto, se estiver falando ao celular, não dirija ou se movimente.