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Número 750, Maio 2013

Tecnologia

Games

Um centro de diversões

por Felipe Marra Mendonça publicado 24/05/2013 12h00, última modificação 27/05/2013 14h28
O Xbox One da Microsoft busca espaço na nova sala de estar disputada por várias telas
Adriana Lorete e Nick Adams/Reuters/Latinstock
Xbox One

Xbox One. A ideia da Microsoft é torná-lo o ponto central do entretenimento doméstico

Como bem descrito por um entusiasta de videogames de longa data, amigo da coluna, o Xbox One se parece com uma secretária eletrônica dos anos 1980: chassi todo cheio de ângulos retos, destaques metálicos, elementos vazados. Feita a ressalva ao desenho industrial, fica claro que a Microsoft percebe no Xbox One algo muito mais do que apenas um novo console de videogames. A empresa deseja torná-lo o ponto central do entretenimento doméstico, tanto que os jogos só foram mostrados meia hora após o início da apresentação realizada na terça-feira 21, em Redmond. O eventual sucesso do Xbox One servirá para combater o desempenho das empresas rivais no segmento.

Quando o Xbox 360 foi lançado, há quase oito anos, não existiam smartphones, tablets ou redes sociais. “A sala de estar mudou radicalmente nos últimos oito anos. Para continuar a liderar o mercado, precisamos dar respostas interessantes a essas perguntas”, diz Don Mattrick, presidente da divisão de entretenimento da Microsoft.

Parte da apresentação foi dedicada a mostrar como o console pode passar instantaneamente de um jogo a um programa de tevê ou um filme, com um simples gesto ou comando de voz. Outra inovação recente.

As características técnicas do Xbox One também impressionam. Ele terá 8GB de RAM, entrada USB 3.0, será capaz de ler discos Blu-ray. A parte Kinect do sistema permite controlar tudo por gestos ou voz, dizendo “Xbox on” para ligar, “Xbox movies” para acessar filmes, “Xbox game” para jogar algo ou “Xbox TV” para assistir a televisão.

Ele pode até detectar o batimento cardíaco do usuário, enquanto este faz exercícios físicos. Para mostrar todo o poderio do novo console, o vice-presidente de marketing da companhia, Yusuf Mehdi, fez uma ligação via Skype enquanto assistia ao filme Star Trek e procurava por ingressos do novo filme da série na internet.

Tudo muito bonito e impressionante. A empresa arrisca, contudo, deixar para trás o público que realmente importa para o Xbox One: aqueles que ainda se interessam em jogar videogames.

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