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Número 749, Maio 2013

Tecnologia

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A BlackBerry se volta para o mercado dos apps

por Felipe Marra Mendonça publicado 17/05/2013 13h00, última modificação 29/05/2013 11h12
Com a crise dos seus smartphones, a saída passa pelos softwares
John Raoux/AP
BlackBerry

Depreciação. A BlackBerry de Thorsten Heins não é mais a preferida dos executivos

Há pouco mais de seis anos os smartphones da canadense BlackBerry eram os queridos de boa parcela dos executivos ao redor do mundo. Quem pegava um BlackBerry destacava a sua solidez, gostava do teclado capaz de respostas rápidas e ficava impressionado com a facilidade em ler e responder e-mails. O mercado corporativo era dominado pela marca e seus executivos não viam razão para cogitar mudanças.

A chegada do iPhone, em janeiro de 2007, foi inicialmente ignorada. A BlackBerry não viu no smartphone da Apple um competidor sério. “É só mais um concorrente em um mercado cheio de opções”, disse o então copresidente da companhia, Jim Balsillie.

O novato pegou a BlackBerry de surpresa. Boa parte do mercado corporativo começou a trocar seus aparelhos por iPhones, enquanto a companhia canadense demorava demais para reagir e lançar um sistema operacional capaz de disputar mercado com o iOS, o que só ocorreu em janeiro passado, a partir do lançamento do sistema BlackBerry 10.

A ex-queridinha dos businessmen lançou novos telefones, caso do Z10, com tela sensível ao toque, e o Q10, com teclado mais tradicional. O mais novo da família, o Q5, almeja os mercados em desenvolvimento. São tentativas pontuais de encurtar a distância para os rivais, mas talvez o futuro da companhia esteja no que sempre foi seu ponto forte, a comunicação.

Na terça-feira 14, a empresa anunciou que o aplicativo BlackBerry Messenger (BBM) passaria a ser oferecido também para as plataformas iOS e Android. O BBM foi o precursor de aplicativos como o Whatsapp  ou o Line, que oferecem comunicação gratuita via texto.

“Eu entendo que as pessoas se perguntem por que a BlackBerry faz isso agora. Trata-se de uma declaração de confiança. A plataforma BlackBerry 10 é tão poderosa e a resposta a ela tem sido tão boa que estamos confiantes de ser esta a hora de fazer o BBM se tornar multiplataforma.”

A estratégia do CEO Thorsten Heins pode assegurar a relevância da empresa canadense, mesmo que seu hardware não seja tão admirado como em outros tempos