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Número 746, Abril 2013

Sociedade

Mídia

Mais clara e dinâmica

por Gabriel Bonis publicado 01/05/2013 13h00, última modificação 01/05/2013 13h01
Nas bancas a partir de 3 de maio, o novo projeto gráfico de CartaCapital reorganiza as seções, facilita a leitura e amplia os temas, sem perder a substância
CartaCapital

Novo projeto gráfico

A partir da próxima edição, nas bancas em São Paulo na sexta-feira 3 e no resto do Brasil no sábado 4, CartaCapital estreia um novo e moderno projeto gráfico, além de novidades editoriais. Na linha das tendências internacionais, a revista terá um layout arejado, com mais elementos visuais, infográficos e tabelas. As mudanças vão enriquecer o conteúdo e oferecer diversos níveis de leitura e compreensão dos textos.

O projeto gráfico apresenta um logotipo mais leve, tipografias atualizadas e nova organização das editorias. O leitor identificará com facilidade onde começam e terminam as cinco sessões de CartaCapital, claramente divididas por cores diferentes, também predominantes nos elementos gráficos de suas páginas. “O projeto é mais diverso e dinâmico. O leitor saberá onde está quando abre a revista e isso reforça a variedade de conteúdos”, adianta Mariana Ochs, responsável pelo projeto gráfico, juntamente com Pilar Velloso, diretora de arte de CartaCapital. “Ao mesmo tempo que a divisão vai deixar a revista mais bonita, ela também a torna mais fácil de ser percorrida pelo leitor”, reforça Mino Carta, diretor de redação de CartaCapital.

Do novo design nasceu uma nova seção. Em QI, sob comando de Nirlando Beirão, o leitor terá acesso a reportagens e notas sobre turismo, estilo de vida e comportamento. O visual contemporâneo e dinâmico, associado a uma pauta personalizada, pretende levar o leitor a uma experiência única no universo do bem-viver. “Ela vai organizar gráfica e editorialmente coisas que já existem na revista e ampliará esses conteúdos de forma prazerosa, mas sem perder a característica crítica”, diz Beirão. “Não vai ser uma seção bobinha, com matérias superficiais sobre comportamento. Os temas terão enfoque consistente, sem deixar de lado o humor.”

QI nasce também com o objetivo de atrair a atenção das leitoras, grandes consumidoras de informação, mas esquecidas pelas revistas semanais, que têm um público muito masculinizado. “Vamos tratar a mulher como ela é: inteligente. Sem focar no consumismo”, acrescenta o editor.

O novo espaço vai valorizar conhecidos colunistas de CartaCapital, entre eles os médicos Drauzio Varella, Riad Younes e Rogério Tuma, o ex-jogador de futebol Afonsinho e o crítico gastronômico Marcio Alemão.

Outra importante mudança em CartaCapital é o surgimento da editoria de Economia. Desde o lançamento da revista, em 1994, as reportagens e análises sobre o assunto estavam espalhadas pelas diversas seções, o que diluía sua importância, embora o tema forme o tripé da publicação, ao lado de política e cultura. Migram para a nova seção as colunas de Paul Krugman, Delfim Netto, Luiz Gonzaga Belluzzo e Thomaz Wood. Além de uma parte da rubrica Tecnologia, a cargo de Felipe Marra Mendonça. A outra parte, dedicada a lançamentos de produtos tecnológicos, será incorporada à QI.

Seu País, Nosso Mundo, Plural e Retratos Capitais serão repaginadas. Tanto os colunistas como o editorial de Mino Carta passam a receber um tratamento visual distinto, para diferenciá-los do noticiário corrente.

Com o novo projeto gráfico, o assunto principal do semanário, a reportagem de capa, independentemente do assunto, será publicada sempre após a seção de notas intitulada A Semana. O tratamento visual buscará um alinhamento entre o impacto e a clareza na disposição do conteúdo informativo. “A revista abre com um ritmo trepidante com o texto de capa e segue assim até o final em QI”, explica Pilar Velloso.

Segundo a diretora de arte, o design terá mais elementos informativos dispostos de maneiras diversas. “Vamos incorporar pílulas editoriais, informações curtas e pequenas chamadas. Passamos o tempo todo nos comunicando visualmente com o leitor antes de entrar no texto.” A importância do texto segue, porém, intacta, garante Mino Carta. “Acreditamos que o jornalismo deve ter qualidade literária, mas a leitura pode ser facilitada e encorajada pela ilustração, inclusive com infográficos, que se destinam a retirar do texto boa parte dos números, mais fáceis de serem digeridos no destaque de infográficos bem elaborados.”

A partir de 3 de maio, a edição impressa estará mais integrada às plataformas digitais, o que permitirá ao leitor acompanhar a revista no papel, em seu tablet, smartphone ou no site. Ao incorporar esse conceito, os comentários sobre as reportagens recebidos pelo Facebook e no Twitter juntam-se às tradicionais cartas e e-mails na seção dedicada aos leitores. As mudanças permitirão uma sinergia de conteúdos da revista impressa, do iPad e do site. “A integração visual e das plataformas digitais pretende atingir leitores que têm acesso ao conteúdo da revista por ‘aparelhos’ diferentes e fazê-los interagir com as outras plataformas de CartaCapital por meio dessa ligação visual”, conta Adriana Corradi, editora de inovação digital.

O objetivo é oferecer um conteúdo de qualidade ao maior número possível de usuários, onde quer que estejam, explica Manuela Carta, publisher de CartaCapital. “A integração é vital para o conceito de jornalismo e da comunicação. Quem quiser ler a revista no papel vai ter opção, mas ela também vai estar disponível no celular, por exemplo.”

Outra novidade é a estreia, no sábado 27, do aplicativo de CartaCapital para iPhone. Os assinantes do iPad poderão baixar na Apple Store o conteúdo da revista sem custos extras. “A ideia é que o leitor comece a ler a reportagem no tablet e termine no ônibus. As pessoas ainda não andam com seus tablets, mas não desgrudam dos celulares”, diz Daniela Neiva, subeditora de inovação digital.

Pela primeira vez em sua história, CartaCapital lançará uma ampla campanha publicitária para atrair novos leitores. A cargo da agência Momentum, ela alcançará diversas mídias, da tevê aos banners em aeroportos. “Vamos levar ao leitor um produto renovado e com conteúdos novos”, afirma Manuela Carta.

Novo visual também no site

O site de CartaCapital também ganha um novo visual a partir de 3 de maio. O portal terá um design mais funcional e interativo, que permitirá ao leitor encontrar facilmente os conteúdos e navegar com mais destreza.

Com a mudança, a homepage ficará maior, ganhará novos conteúdos próprios e de parceiros, além de um espaço para vídeos, a TV Carta. “É uma forma de valorizar a informação em vídeo, com conteúdo próprio e produções de terceiros, além de material da AFP, Deutsche Welle e New York Times. Teremos ainda comentários semanais de Luiz Gonzaga Belluzzo”, adianta Lino Bocchini, editor de mídia online.

O site passará por uma segunda fase de reformulação, até o fim do ano com a integração de mais conteúdos e funcionalidades. Até dezembro, os assinantes ou compradores avulsos poderão acessar o conteúdo completo
da revista pela internet. “A ideia é que o site não perca o seu DNA, que dentro do assunto em debate traga algo analítico não só da equipe, mas de nomes convidados e selecionados”, diz Bocchini.

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