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Nirlando Beirão

Zé Dirceu e Veja: tem coisa aí

por Nirlando Beirao publicado 06/09/2011 15h34, última modificação 06/09/2011 16h38
Por conta da truculência vazia da revista Veja, o ex-ministro trapalhão foi aclamado na convenção nacional do PT

José Dirceu é um herói de si mesmo.

Graças à revistaVeja, ganha agora as honras de herói redimido também do PT – onde ele andava em baixa.

Na abertura da Convenção Nacional do PT, o ex-ministro trapalhão foi aclamado. Podem apostar em mais aplausos de pé.

Tudo por conta da capa de Veja, com o originalíssimo título “O poderoso chefão”.

A matéria da revista é de uma truculência tão vazia (sem contar ter usado artifícios crimonosos que faziam o News of the World de Rupert Murdoch parecer o jornal da Congregação de Maria) que a gente fica desconfiado: Veja só pode estar mancomunada com José Dirceu.

Da noite para o dia, ele passou de suspeito a vítima. De mafioso, a coitadinho.

Um profissional do poder como José Dirceu, adestrado incondicionalmente para isso, é de um pragmatismo tão radical que não descarto a ideia de ele estar gargalhando com as supostas acusações de revista da Marginal.

Os extremos, nesse caso, se tocam.

Na eleição presidencial de 2010, o semanário do dr. Roberto Civita foi tão perniciosamente tendencioso, num escancaramento raivoso pró-Serra, que eu fico aqui mineiramente pensando com meus botões: ao atiçar tanto ódio, não estaria jogando os eleitores menos hidrófobos nos braços da adversária de Serra?

Não há como menosprezar o maquiavelismo nem de Zé Dirceu nem dos editores de Veja, quase todos ex-meninotes da esquerda. Ex? Começo a duvidar.

Ao atribuir a Zé Dirceu um poder que ele não tem, Veja entrega a ele de mão beijada um respeito que ele não merece.

*publicado originalmente no blog de Nirlando Beirão no R7.

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