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Política

Rio Grande do Sul

Yeda sob pressão

por Celso Marcondes — publicado 15/05/2009 16h51, última modificação 19/08/2010 16h52
Nesta quinta-feira aconteceu mais uma importante manifestação contra a governadora Yeda Crusius, em Porto Alegre. O movimento dos “Caras-pintadas” mandou para o site de CartaCapital sua avaliação do ato

Nesta quinta-feira aconteceu mais uma importante manifestação contra a governadora Yeda Crusius, em Porto Alegre. O movimento dos “Caras-pintadas” mandou para o site de CartaCapital sua avaliação do ato:

Três mil manifestantes em manhã de chuva

Mesmo sob chuva intensa, cerca de três mil professores, estudantes e servidores públicos fizeram caminhada de protesto contra Yeda Crusius na manhã desta quinta, 14, no centro de Porto Alegre. O ato, organizado pelo Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS), pelo Fórum dos Servidores Públicos do Estado e pelos estudantes “Caras-pintadas” pediu o impeachment da governadora.

A caminhada iniciou às 10h30, na Casa do Gaúcho, no Parque Harmonia, e seguiu pelas Avenidas Loureiro da Silva e Borges de Medeiros, até a rua Jerônimo Coelho. Acompanhados de guarda-chuvas, os manifestavam entoavam palavras de ordem que pediam a saída imediata de Yeda: “Yeda no Xadrez”, “Fora Yeda”, “Ei, Yeda, pede pra sair”. Em frente ao Palácio do Ministério Público Estadual, na Praça da Matriz, cobraram que as denúncias de corrupção fossem apuradas e que as provas viessem a público. De lá seguiram para a frente do Palácio Piratini, onde a presidente do CPERS, Rejane Oliveira avisou que o movimento “não vai descansar enquanto o impeachment não acontecer no Estado”. Lembrando que as denúncias de corrupção já vinham sendo feitas há meses pelos movimentos sociais, Rejane afirmou: “Hoje nós vemos as provas, e elas mostram que essa governadora, de fato, não tem condições de estar à frente do Rio Grande. Ela envergonha a história do nosso estado, e se continuar dentro do palácio, vai atrapalhar as investigações. Ela precisa sair já!”.

Representantes das centrais sindicais e dos partidos políticos presentes no ato também se pronunciaram. Fernanda Melchionna falou pelo PSOL e lembrou que quando Pedro Ruas e Luciana Genro denunciaram a corrupção, “a governadora nos chamou de bêbados e loucos. Mas agora a casa dela está caindo, porque a cada dia são mais denúncias”. Fernanda cobrou atitudes mais enérgicas dos deputados estaduais para o encaminhamento do pedido de impeachment protocolado pelo PSOL no ano passado.

Caras-pintadas ocupam Assembléia

Enquanto os partidos e centrais sindicais faziam pronunciamentos pedindo o impeachment de Yeda, em frente ao Piratini, os caras-pintadas ocuparam o saguão da Assembléia Legislativa e estenderam em uma das janelas do prédio uma faixa de dez metros, com a palavra “impeachment” em letras garrafais. Os estudantes permaneceram no saguão até serem recebidos pelo presidente da Casa, deputado Ivar Pavan (PT).

Rodolfo Mohr, um dos líderes dos “caras-pintadas” pelo movimento “Romper o Dia!”, cobrou acessibilidade dos deputados. “Se estes estudantes não forem ouvidos esta casa vai afundar, e os deputados vão pagar o preço de ser coniventes com a bandaliera instituída no Palácio (Piratini). Aqui estão os que não se cansam de lutar, que estavam na chuva até agora, quando poderiam estar em suas salas de aula, abrindo mão de mais um dia de suas vidas para defender nosso Estado”, afirmou.

Ivar Pavan disse que o pedido de impeachment protocolado ano passado pelo PSOL na Assembléia está na Comissão de Constituição e Justiça da Casa, cujo presidente é Paulo Odone (PPS), da bancada do governo. Pavan sugeriu que se faça uma comitiva para conversar com Odone e Rodolfo defendeu que representantes do movimento façam parte do grupo.