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Senado

Wilder de Morais toma posse em sessão esvaziada

por Agência Brasil publicado 13/07/2012 11h16, última modificação 13/07/2012 11h48
Suplente de Demóstenes também aparece nas gravações feitas pela PF sobre relações com Cachoeira
wilder

Wilder de Morais, suplente de Demóstenes e ex-secretário do governo Perillo. Foto: Governo de Goiás

Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O senador Wilder de Morais (DEM-GO) tomou posse nesta sexta-feira 13 em uma sessão esvaziada com apenas quatro parlamentares em plenário. Ele é o primeiro suplente de Demóstenes Torres, cassado esta semana pelo Senado por decoro parlamentar, ao usar o mandato para beneficiar o empresário goiano Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso em Brasília.

Ele chegou ao Senado por volta das 9 horas e, logo após prestar o juramento tradicional, deixou o plenário. “Prometo guardar a Constituição Federal e as leis do país, desempenhar fiel e lealmente o mandato de senador que o povo me conferiu e sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil”, jurou o senador para os quatro parlamentares presentes: Ciro Nogueira (PP-PI), que presidia a Mesa; Ana Amélia (PP-RS); Roberto Requião (PMDB-PR) e Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR).

Antes da posse oficial, Wilder de Morais entregou ao presidente da sessão, Ciro Nogueira (PP-PI), o original do diploma de primeiro suplente e os demais documentos exigidos por lei para que pudesse ser oficializado no lugar de Demóstenes Torres.

Empresário, Wilder Pedro de Morais, é dono da Orca Construtora e de shopping centers em Anápolis e Goiânia. Ele já assume o cargo com senadores cobrando informações publicadas pela imprensa de que teria sonegado bens na declaração do Imposto de Renda.

O senador também aparece nas gravações feitas pela Polícia Federal durante as investigações da Operação Monte Carlo. Pelo menos uma conversa entre ele e o contraventor Carlinhos Cachoeira já se tornou pública.

De acordo com a Justiça Eleitoral, o empresário doou R$ 700 mil para a campanha de Demóstenes em 2010. Com tal valor, Wilder aparece como segundo maior doador de campanha do ex-senador.
Wilder de Morais foi casado com Andressa Mendonça, atual mulher de Carlinhos Cachoeira. Foi por causa da relação estreita com Cachoeira, flagrada em diálogos gravados pela Polícia Federal, que Demóstenes Torres perdeu o mandato, acusado de quebra de decoro parlamentar.

Demóstenes chegou a citar o suplente durante o depoimento no Conselho de Ética. Ao caracterizar sua amizade com Cachoeira, Demóstenes disse que ele discutia problemas conjugais, que culminaram com a separação de Andressa e Wilder de Morais.

 

*Matéira originalmente publicada em Agência Brasil

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