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Tão Gomes

Vista falhando? Consulte Lutz Ferrando

por Tão Gomes — publicado 03/12/2011 12h18, última modificação 03/12/2011 12h45
Durante anos, esse foi um slogan perfeito, mas as propagandas mudaram muito. Agora, com as eleições municipais se aproximando, os marqueteiros começam a mostrar serviço

Durante anos, esse foi um slogan perfeito. Você ligava o rádio e, de tempos em tempos, ouvia a voz sóbria do locutor recomendando a Lutz Ferrando.

Esse tipo de slogan, ou registro de um tipo de marca que fica gravado na memória por décadas, foi a chave do sucesso de dezenas de produtos na chamada "era do rádio".

Quem tiver mais de 30 anos (ou 40, vamos lá) certamente vai se lembrar de outro sucesso indiscutível da época: “Tosse, bronquite, rouquidão... Xarope São João”. Outro dessa época pré-laquê, curto e grosso: “Dura lex, sed lex...No cabelo só Goumex”. Um mais antigo: “Maria...Sai da lata”, propaganda do azeite Maria.

Agora que as eleições para as prefeituras já estão aí, inclusive com lançamentos de candidatos, marqueteiros começam a mostrar serviço. Na verdade, todos estão atrás de um slogan perfeito, aquele que marca o candidato com um selo único de garantia.

Acontece que a propaganda mudou muito. Os marqueteiros contemporâneos devem descobrir, em primeiro lugar, o conceito ou a imagem que seu candidato ‘passa’ para o eleitor. Só depois disso podem enfrentar o desafio de criar frases marcantes, aquelas que carimbam seus clientes junto ao ‘povão’.

Na campanha presidencial de 2002, por exemplo, a mensagem, ou o conceito da campanha, era lançar um produto remodelado no mercado.

Duda Mendonça e equipe acertaram na mosca ao criar um novo Lula, o “Lulinha, paz e amor”, que permitiu na reta final da campanha o “Agora é Lula”.

Na reeleição, tudo ficou mais fácil, inclusive com a rima “é Lula de novo, com a força do povo”. Reforçada, logo em seguida, pelo apelo “deixa o homem trabalhar".

Nos últimos dias andei cavoucando entre os possíveis candidatos à prefeito de São Paulo quem teria a frase de efeito pronta, já arredondada.

Encontrei algumas que até rimavam, mas trazendo junto imagens negativas. Haddad, por exemplo, rima com calamidade. Está eliminada ...

E nenhuma tem a força de antigos slogans que o eleitor ‘adotou’ em eleições passadas. Tipo “ bosta por bosta, Pedro Geraldo Costa”. Ou outra, mais atual: “Pior que está não fica...Vote em Tiririca”.

A solução é esperar que algum marqueteiro consiga reunir numa única frase, a mensagem e o conceito da candidatura.

Inclusive aceitamos sugestões via site da Carta Capital.

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