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Política

Estádio do Corinthians

Vereadores aprovam incentivos de R$ 420 milhões para o Fielzão

por Agência Brasil publicado 02/07/2011 10h38, última modificação 02/07/2011 11h21
O projeto agora deverá ser enviado para sanção do prefeito Gilberto Kassab e condiciona a concessão dos incentivos à realização do jogo de abertura da Copa na cidade de São Paulo

Por Bruno Bocchini

São Paulo – O plenário da Câmara Municipal de São Paulo aprovou na noite desta sexta-feira 1º, em segunda votação, o projeto de lei que concede R$ 420 milhões em incentivos fiscais para as obras de construção do estádio do Corinthians, na zona leste da cidade. A obra deverá ser feita pela empreiteira Odebrecht, escolhida pelo clube.

Foram 39 votos favoráveis e 15 contrários. Eram necessários 28 votos para a aprovação. O projeto agora deverá ser enviado para sanção do prefeito Gilberto Kassab. A aprovação da lei foi comemorada por pessoas presentes nas galerias da Câmara, que gritaram o nome Corinthians.

A lei aprovada, ao contrário do projeto original, condiciona a concessão dos incentivos à efetiva realização do jogo de abertura da Copa do Mundo em 2014 na cidade de São Paulo. A alteração no texto foi proposta pela liderança do governo. Caso o jogo inaugural da Copa não ocorra na capital paulista, os incentivos não serão concedidos. Esta semana, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) anunciou que deverá definir apenas em outubro o local de abertura do Mundial.

Para justificar os incentivos fiscais em benefício de um empreendimento privado, a prefeitura argumentou que a obra irá contribuir para o desenvolvimento econômico da zona leste da cidade, que concentra 37% da população paulistana. Segundo a administração municipal, a abertura do Mundial no município irá gerar receitas da ordem de R$ 1 bilhão aos cofres públicos, o que compensaria os incentivos aplicados.

Contrário à proposta dos incentivos, o vereador Aurélio Miguel (PR), prometeu levar o caso à Justiça. “Assim que [a lei for] sancionada, vou entrar com uma ação popular porque é perda de patrimônio do município na forma de incentivo a dois particulares, o que é vedado pela Constituição. Os senhores não tenham dúvidas de que o Poder Judiciário vai fazer o seu papel, porque nós vamos recorrer até a última instância”, disse.

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