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Política

Eleições 2010

Tribunal proíbe notícias sobre acusação a governador do Tocantins

por Redação Carta Capital — publicado 27/09/2010 09h15, última modificação 27/09/2010 12h45
Desembargador decide que jornais, revistas, sites e rádios não podem noticiar a investigação contra Carlos Henrique Amorim, candidato à reeleição

Desembargador decide que jornais, revistas, sites e rádios não podem noticiar a investigação contra Carlos Henrique Amorim, candidato à reeleição

O desembargador Liberato Póvoa, do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins, decidiu proibir a veiculação de notícias que liguem o governador Carlos Henrique Amorim, o Gaguim, a um escândalo de corrupção em licitações investigado pelo Ministério Público de São Paulo. Gaguim, do PMDB, tenta a reeleição e tem 44% das intenções de voto.

O Ministério Púlico acusa Gaguim de participar de um esquema de fraudes que chegou a movimentar 615 milhões de reais. O ofício, expedido pelo desembargador na sexta-feira 25, foi distribuído a jornais, sites e emissoras de rádio e TV.

O texto determina que "todos os meios de comunicação abstenham-se da utilização, de qualquer forma, direta ou indireta, ou publicação dos dados relativos ao candidato Carlos Henrique Amorim ou qualquer membro de sua equipe de governo, quanto aos fatos investigados pelo Ministério Público de São Paulo".

O desembargador defendeu a decisão, afirmando que "informações difamatórias pretendem promover a balbúrdia eleitoral". A multa diária para quem descumprir a decisão é de 10 mil reais. A mulher do desembargador, Simone Cardoso da Silva, foi nomeada por Gaguim para um cargo na Secretaria de Cidadania e Justiça do Estado.

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