Você está aqui: Página Inicial / Política / TRE-SP dá outra versão sobre filiação de Atella ao PT

Política

Eleições 2010

TRE-SP dá outra versão sobre filiação de Atella ao PT

por Redação Carta Capital — publicado 07/09/2010 12h05, última modificação 07/09/2010 12h22
Exclusão do registro do contador foi motivada pela transferência de Zona Eleitoral que não foi comunicada à Justiça. Para o TRE ele continuava filiado em Mauá

Exclusão do registro do contador foi motivada pela transferência de Zona Eleitoral que não foi comunicada à Justiça. Para o TRE ele continuava filiado em Mauá

De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) o contador Antonio Carlos Atella Ferreira, envolvido no acesso à declaração de imposto de renda de Verônica Serra, filha do candidato tucano José Serra, teve sua filiação ao partido confirmada no 183ª zona eleitoral de Ribeirão Pires, na região do grande ABC, em São Paulo. Nesta segunda-feira, o TRE emitiu uma certidão que contesta a desfiliação de Atella por um erro de grafia no sobrenome, como divulgado em nota oficial assinada pelo presidente do PT de São Paulo, Edinho Silva.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o presidente do TRE, desembargador Walter Guilherme, afirmou que Atella realmente se filiou em 2003. “O título foi registrado em Mauá, como eleitor e filiado. Mas ele transferiu para Ribeirão Pires e o partido não comunicou essa alteração à Justiça Eleitoral. Não providenciou a transferência formalmente perante a Justiça Eleitoral. O partido tinha que providenciar essa transferência. Para o TRE Atella continuava filiado em Mauá.”

A mudança de zona eleitoral não foi comunicada à Justiça e o TRE excluiu a anotação de filiação de Atella do cadastro nacional, em novembro do ano passado. “Exclusão não quer dizer desfiliação”, diz Guilherme. Segundo a reportagem do Estadão, não há registro de pedido de desfiliação no PT.

Em nota enviada à imprensa no sábado 4, o presidente do PT-SP, Edinho Silva, afirmou que a filiação de Atella Ferreira não havia sido efetivada por um erro de grafia do sobrenome (Atelka em vez de Atella). "Ele nunca procurou o diretório municipal, consequentemente ele não foi aceito perante a Justiça Eleitoral, tampouco foi considerado filiado do PT”, disse Silva por meio da nota.

registrado em: ,