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Trabalhadores de Santo Antônio aceitam propostas de construtora e voltam ao serviço

por Rede Brasil Atual — publicado 05/04/2011 10h12, última modificação 05/04/2011 14h40
Maioria votou a favor das propostas apresentadas pela Odebrecht. Uma nova reunião com a Camargo Corrêa está programada para esta terça-feira. Por Leticia Cruz

Maioria votou a favor das propostas apresentadas pela Odebrecht. Outras assembleias serão realizadas à tarde

Por Leticia Cruz*

Em assembleia na manhã desta segunda-feira 4, a maioria dos trabalhadores da usina Santo Antônio em Rondônia votou a favor da proposta da construtora Odebrecht. Mais duas outras reuniões acontecem durante o dia e, caso a decisão dos trabalhadores seja consenso, a usina voltará a funcionar plenamente. O acordo com a empresa foi alcançado na semana passada em discussão com representantes da CUT.

Conduzida pelo secretário de Administração e Finanças da entidade, Vágner Freitas, a assembleia teve a presença de representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil de Rondônia (Sticcero) e da Confederação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira Construção Civil, Madeira e Cerâmica (Conticom).

A proposta da Odebrecht inclui 5% de antecipação salarial, aumento de R$ 110 para R$ 132 no valor da cesta básica, licença de cinco dias a cada três meses trabalhados com passagens aéreas pagas pelo empregador, alteração da empresa responsável pelo vale-refeição e opção de plano de saúde. Alguns itens poderão ser renegociados durante a campanha salarial.

Raimundo Soares da Costa, presidente do Sticcero, alerta que a volta dos trabalhadores à usina depende do cumprimento das propostas discutidas com a empreiteira. “Iniciamos agora um estado de greve e daremos continuidade à campanha salarial, que tem data-base em 1º de maio. Caso o patrão não responda às reivindicações que apontarmos, iremos cruzar os braços novamente."
Situação em Jirau
Em encontro com parlamentares e com o governador de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB), a CUT reiterou as diferenças de necessidades entre as usinas de Jirau e Santo Antônio. "Eles solicitaram que fizesse um relato de todo o processo de negociação que a CUT construiu e aproveitamos para apontar os problemas de condição de trabalho. Destacamos que em Jirau não há greve, a usina está fechada por solicitação da Justiça, que em Santo Antônio é uma questão salarial e apontamos o encaminhamento da assembleia de hoje", disse Vagner.

Segundo o representante da CUT, em Jirau são necessárias condições mínimas de trabalho. Após os protestos, os alojamentos foram destruídos, e a expectativa é que o Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho não liberem a retomada das obras sem essa garantia. Uma nova reunião com a Camargo Corrêa está programada para esta terça-feira (5).

*Matéria publicada originalmente na Rede Brasil Atual

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