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Investigações

Erenice Guerra responde a interrogatório na PF

por Redação Carta Capital — publicado 25/10/2010 17h36, última modificação 26/10/2010 10h14
Ex-ministra da Casa Civil respondeu a 100 perguntas durante mais de quatro horas

[Atualizada às 11h]

Ex-ministra da Casa Civil respondeu a 100 perguntas do delegado

A ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra prestou depoimento como testemunha nesta segunda-feira 25, por mais de mais de quatro horas na Polícia Federal (PF), em Brasília, sobre as denúncias do esquema de tráfico de influências na Casa Civil envolvendo seus familiares.

Na saída da PF ela não falou com a imprensa, mas o advogado Mário de Oliveira divulgou algumas das declarações da ex-ministra no interrogatório do delegado Roberto Vicalvi, que fez mais de 100 questionamentos para ela. Em uma delas, Oliveira disse que Erenice se encontrou na Casa Civil com Rubens Quícoli (consultor que acusou o filho da ex-ministra de cobrar propina para facilitar a obtenção de um empréstimo do BNDES). De acordo com Oliveira, “ela participou de parte da audiência de uma hora e trinta minutos tratando de assuntos técnicos”. Em entrevista concedida à revista IstoÉ logo após a sua demissão, a ex-ministra havia afirmado que não tinha participado desta reunião.

Segundo o advogado da ex-ministra, ela disse não conhecer as atividades da empresa de seu filho Israel Guerra, apenas que ele pretendia contratar Vinicius Castro, ex- assessor de Erenice na Casa Civil. Ela teria aconselhado que Castro pedisse demissão caso fizesse parte da empresa de seu filho.

Erenice também declarou à PF que se encontrou com Fábio Baracat, da empresa de transporte aéreo MTA que usou os serviços da empresa dos filhos de Erenice, mas nega ter falado de negócios.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o advogado Sebastião Tojal disse que o que ex-ministra "garante, categoricamente, é que jamais autorizou que usassem o nome dela".

A ex-ministra não foi indiciada e colocou seus sigilos bancário, fiscal e telefônico à disposição da PF.

A situação da ex-ministra ficou delicada depois de denúncias da revista Veja sobre o caso que envolvia seus filhos Israel e Saulo. Eles são acusados de prática de lobby e tráfico de influência e, também, de usar o nome da mãe para abrir portas em órgãos públicos.

Após as denúncias, Erenice pediu demissão do cargo. Os dois irmãos prestaram depoimento há três semanas, mas as declarações
permanecem em sigilo.

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