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Política

Câmara Municipal de SP

Telhada diz ter vontade de integrar a Comissão de Direitos Humanos

por Redação Carta Capital — publicado 02/01/2013 15h32, última modificação 02/01/2013 15h36
Para o ex-chefe da Rota, um PM que a vida toda se sacrificou pela população é ideal para assumir o cargo
aloysio nunes telhada

O senador Aloysio Nunes (PSDB) e o Cel. Paulo Telhada, vereador de São Paulo, durante caminhada de José Serra durante a campanha. Foto: Divulgação

 

Por Ricardo Rossetto

O coronel reformado da PM Paulo Telhada afirmou na terça-feira 1º, após ser empossado vereador pelo PSDB em São Paulo, que as notícias sobre a sua indicação para a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal o deixaram com “vontade” de fazer parte do grupo. Ele disse não se preocupar com o “estigma” de pertencer à chamada “bancada da bala” da Casa.

“Eu e o Conte Lopes preferimos dizer que somos da ‘bancada da segurança’. Agora, depois que saiu a notícia de que eu faria parte da Comissão de Direitos Humanos da Câmara eu fiquei com vontade e quero mesmo fazer parte, porque não é só de Direitos Humanos, mas também de assuntos internacionais, segurança pública. Eu não vejo uma pessoa melhor do que um policial militar, que a vida toda se sacrificou pela população, para assumir esse cargo”, afirmou.

Ex-chefe da Rota, Telhada foi eleito vereador em sua estreia como candidato com 89 mil votos. Durante a campanha, ele foi alvo de polêmica ao criticar publicamente o jornalista André Caramante, da Folha de S.Paulo, em razão de reportagens publicadas sobre supostos abusos de policiais no estado. Caramante teve de deixar o país após receber uma série de ameaças de policiais.

Em entrevista ao próprio jornal, publicada na semana passada, Telhada disse não se preocupar com a integridade do repórter. “Ele é responsável pelo que faz. Eu é que sou ameaçado de morte todo dia”, disse.

O vereador tucano negou ter feito ameaças e se queixou por sofrer um “patrulhamento ideológico terrível” por ser chamado de “nazista, fascista”. As notícias sobre a indicação de Telhada para a comissão geraram revolta de usuários das redes sociais em razão das suspeitas de abuso policial. Na mesma entrevista à Folha, ele disse ser “mentirosa” a lista de 36 mortes atribuídas a ele. “Não faço essa conta. Aconteceu, estou vivo, graças a Deus. Eu, que passei a vida combatendo o crime, sou chamado de criminoso. Estou respondendo inquérito policial.”

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