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Tânia Bulhões terá que prestar 4 anos de serviços comunitários

por Redação Carta Capital — publicado 23/11/2010 09h31, última modificação 23/11/2010 09h50
Beneficiada pela delação premiada, empresária escapa de reclusão, em sentença do juiz Fausto De Sanctis

Beneficiada pela delação premiada, empresária escapa de reclusão, em sentença do juiz Fausto De Sanctis

Da Redação

O juiz Fausto De Sanctis, da 6ª. Vara Federal Criminal de São Paulo, proferiu no final da tarde desta segunda-feira 22 a sentença da empresária Tânia Bulhões. Ele julgou procedente a imputação deduzida em juízo contra a empresária, que foi condenada a 4 anos de prisão, incursa nos artigos 228, 229 e 334 do Código Penal, na Lei 7.492 e também na Convenção das Nações Unidas contra o Crime Transnacional Organizado. Falsidade ideológica, descaminho, formação de quadrilha e crimes contra o sistema financeiro são os crimes imputados à empresária.

Como ela optou pela delação premiada, o juiz decidiu substituir a reclusão por duas penas restritivas de liberdade: a Interdição Temporária de Direitos e a Prestação de Serviços à Comunidade. Por conta disso, a empresária está proibida de se ausentar do País por mais de 10 dias sem autorização judicial e prestará os serviços comunitários, de 8 horas semanais, durante 4 anos, na Fundação Dorina Nowill para cegos, em São Paulo. Na instituição terá que implementar até 2011 um programa de ensino de perfumaria e desenvolvimento do sentido olfativo, com o objetivo de formar profissionais para o mercado de perfumes. Ela também terá que contratar em seu Grupo ao menos seis pessoas assistidas pela Fundação.

A empresária já havia assumido o compromisso de pagar R$ 1,7 milhão para o Tesouro. Ela e outras 13 pessoas foram flagradas praticando subfaturamento nos valores de objetos de decoração que importavam. A Operação Porto Europa, coordenada pelo Ministério Público Federal, Receita e Polícia Federal, chegou ao Grupo Tânia Bulhões em 2009.

O Grupo emitiu nota logo após ter tomado conhecimento da sentença, na qual diz acatar com “serenidade e responsabilidade" a decisão do juiz De Sanctis.

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