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Sucessão na Telebras gera farpas a ministro

por Fernando Vives — publicado 15/06/2011 08h49, última modificação 15/06/2011 13h55
Ex-presidente Rogério Santanna associou sua saída por conta do "distanciamento" sobre as teles e a Paulo Bernardo, das Telecomunicações

A mudança na direção da Telebras num contexto de no País gerou farpas entre o ex-presidente da empresa, Rogério Santanna, e o Ministro Paulo Bernardo, das Telecomunicações. No pano de fundo desta disputa estão os interesses das grandes companhias de telecomunicações no aumento do mercado brasileiro de banda larga.

Ao deixar a direção da estatal no dia 1º de junho, Santanna declarou que sua saída estava relacionada com seu distanciamento em relação às teles e ao ministro Paulo Bernardo. “À medida que o PNBL foi avançando, que os interesses das teles foram se mostrando, minha relação com o ministro foi se deteriorando”, disse ao site Congresso em Foco.

Com a saída de Santanna, assumiu a presidência da Telebras Caio Cezar Bonilha, então diretor Comercial da empresa. “A Telebras não pode competir com nossos clientes (os provedores de internet). Vai estimular a sua qualificação”, disse ao Congresso em Foco, após sua nomeação.

Apesar das declarações de Rogério Santanna ao deixar a direção da Telebras, a troca de comando na estatal não assusta os pequenos provedores de internet. Ao menos essa é a avaliação de Wardner Maia, presidente da Abrint (Associação de Provedores de Internet e Telecomunicações). “Nossa relação com a nova diretoria é ainda melhor que tínhamos com o presidente passado”, afirma.

De acordo com Maia, as primeiras relações entre os pequenos provedores e o novo mandatário da Telebras seguem em bom tom. “O discurso é que nós (os pequenos provedores) vamos fazer essa parte no processo no contato com o usuário final. Nosso contato com a diretoria antiga segue se consolidando”, afirma.

O foco da discussão é a queda de braço entre as grandes teles e as pequenas empresas regionais. Segundo o presidente da Abrint, os provedores de cidades menores hoje acabam servindo de termômetro para a entrada posterior das gigantes do setor. “Os provedores locais criam uma demanda comprando no atacado das grandes empresas e vendendo localmente no varejo”, diz.  “Quando a demanda local está consolidada, as teles entram na região e concorrem com o provedor local”.

Nesta terça-feira 14, o novo presidente Caio Bonilha anunciou que a estrutura nas duas regiões estará completa até o fim deste ano. “Nossa cobertura atinge quase 80% dos municípios brasileiros. Temos uma estrutura básica nacional de 31 mil quilômetros de fibras ópticas. Atenderemos a todas as necessidades de comunicação de longa distância no país nos próximos cinco anos”, disse.

*com informações da Agência Brasil

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