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Política

Operação Boi Barricada

STJ anula provas

por Redação Carta Capital — publicado 19/09/2011 11h48, última modificação 19/09/2011 11h52
Grampos telefônicos da PF para investigar supostos crimes cometidos pela família Sarney foram considerados ilegais

Os ministros da 6ª Turma do Supremo Tribunal de Justiça (STJ)  anularam as provas da investigação Operação Boi Barrica, da Polícia Federal, sobre os negócios do empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e de suspeitas de crimes cometidos por outros integrantes da família do parlamentar. As interceptações telefônicas, que originaram quebras de sigilo bancário e fiscal, foram consideradas ilegais.

A investigação de uma suposta rede de crimes partiu de um saque de 2 milhões de reais em espécie, considerado atípico pelo Conselho de Controle de Atividades Finaceiras (Coaf), próximo das eleições de 2006. Na época, Roseana Sarney era candidata ao governo do Maranhão.

A ação da PF levou à abertura de cinco inquéritos apontando indícios de tráfico de influência, formação de quadrilha, desvio e lavagem de dinheiro. Em 2009, Fernando Sarney chegou a ser indiciado por esses crimes.

A defesa se baseou em precedentes do STJ e do Supremo Tribunal Federal (STF). O primeiro órgão, anulou provas da Operação Satiagraha, responsável pela investigação de suspeitas de corrupção envolvendo o banqueiro Daniel Dantas, por considerar a participação da Agência Nacional de Investigação (Abin) ilegal.

Ainda cabe recurso da decisão.

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