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Política

STF retoma análise do núcleo político do "mensalão"

por Redação Carta Capital — publicado 20/09/2012 12h56, última modificação 20/09/2012 12h56
Joaquim Barbosa vai ler seu relatório a respeito das atuações dos réus ligados ao PTB e ao PMDB

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quinta-feira 20 o julgamento da Ação Penal 470, conhecida como o processo do "mensalão". Como confirmado na quarta-feira pelo relator do caso, Joaquim Barbosa, haverá uma subdivisão no capítulo sobre compra de apoio no Congresso Nacional entre 2003 e 2004. O fatiamento do Capítulo 6 vai atrasar em alguns dias a análise das acusações de corrupção ativa, que envolvem o núcleo político, incluindo o ex-ministro José Dirceu, aproximando uma decisão sobre o caso do período final das eleições municipais.

Até agora, Barbosa concluiu o julgamento das acusações de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha envolvendo réus ligados ao PP e ao PL (atual PR). Na sessão desta quarta, ele concluirá a análise sobre os réus do PTB, juntamente com as considerações envolvendo o PMDB.

Inicialmente, o relator havia programado continuar seu voto falando sobre os dez acusados do crime de corrupção ativa, mas ele achou melhor dar uma pausa e abrir a votação dos itens já analisados por ele aos demais ministros. A subdivisão foi acertada na quarta-feira de manhã, em uma ligação telefônica do relator para o revisor do processo, Ricardo Lewandowski.

Nas contas de Barbosa, seu voto terminará nesta quarta, na primeira metade da sessão, e o revisor poderá votar em seguida. Lewandowski, por sua vez, calcula que terminará seu voto na próxima quarta-feira (26), permitindo aos demais ministros encerrar essa etapa até o final da próxima semana.

O julgamento dos crimes de corrupção ativa começaria, segundo essas previsões, no dia 1º de outubro, mesma semana do primeiro turno das eleições municipais. Ambos os ministros, o relator e o revisor, afirmam desconsiderar as críticas de politização do julgamento devido à coincidência de datas. Segundo Barbosa, a única motivação para a subdivisão do capítulo em análise é o cansaço, pois ele faz a leitura ininterrupta de seu voto desde a última segunda-feira 17.

Com informações da Agência Brasil