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Skaf se filia ao PMDB de olho no governo de São Paulo

por Rede Brasil Atual — publicado 12/05/2011 18h44, última modificação 12/05/2011 21h16
Marta Suplicy e Gabriel Chalita, nomes cotados à sucessão de Gilberto Kassab, compareceram à cerimônia, realizada na quarta-feira 11. Por Virginia Toledo

Por Virginia Toledo*

São Paulo – O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, deixou o PSB e filiou-se na  quarta-feira (11) ao PMDB. A cerimônia de adesão do candidato derrotado ao governo paulista pelo PSB em 2010 foi realizada em Brasília e contou com a presença do vice-presidente da República, Michel Temer, da senadora Marta Suplicy (PT-SP) e do deputado Gabriel Chalita (PSB-SP).

Apesar de não falar em candidaturas futuras, o empresário disse que seu nome estará à disposição do partido. Skaf foi convidado pelo próprio vice-presidente e afirmou que quem decidirá as próximas candidaturas será o PMDB, em sua convenção. Ele é cotado para a disputa do governo paulista.

Skaf considera que a filiação a um grande partido abre portas a setores industriais brasileiros. "Quero contribuir com a política, com a democracia do País. Os setores industriais produtivos querem estar presentes nas grandes decisões", declarou.

A presença de Marta Suplicy causou estranheza na cerimônia, já que a senadora é vista um dos possíveis nomes do PT à prefeitura da capital ou o governo de São Paulo. O PMDB, aliado ao PT nacionalmente, também vislumbra candidatura própria em ambos os pleitos.

Chalita, outro provável nome para concorrer à sucessão de Gilberto Kassab (ex-DEM, rumo ao PSD), também prestigiou a filiação de Skaf. O deputado federal e ex-secretário de Educação do estado de São Paulo deve trocar o PSB pelo PMDB, em 4 de junho.

“Eu não sou candidata, ele não é candidato, tudo depende da conjuntura. Eu me dou pessoalmente muito bem com ele", comentou Marta sobre a candidatura de Gabriel Chalita.

Haddad fora

O PT paulista decidiu escalar Marta Suplicy e o ministro da Ciência e Tecnologia Aloizio Mercadante para a articulação da disputa pela prefeitura de São Paulo em 2012. A indicação dos integrantes deixou de fora o nome do ministro da Educação, Fernando Haddad, cogitado como possível candidato do PT ao cargo.

*Publicado originalmente em Rede Brasil Atual.

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