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Sindicato da Engenharia admite atraso de pelo menos um ano em obras da Copa

por Redação Carta Capital — publicado 20/04/2011 10h00, última modificação 20/04/2011 10h49
Das 12 arenas de futebol planejadas, 10 estariam em obras e duas ainda não foram iniciadas: a de São Paulo e a de Natal, no Rio Grande do Norte

O presidente do Sindicato Nacional da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco), João Alberto Viol, admitiu nesta terça-feira 19 que as obras destinadas à Copa do Mundo de 2014, como a construção e reforma de estádios e aeroportos, estão com atraso de pelo menos um ano. Em audiência pública na Comissão de Turismo e Desporto, Viol disse que a situação envolve riscos de alto custo e comprometimento da qualidade das obras.

Por causa do atraso, Viol defendeu um planejamento de emergência, com a coordenação das ações estratégicas a cargo da presidente Dilma Rousseff e da Casa Civil. Segundo ele, a construção de um estádio pode levar até 36 meses, mas ações de engenharia conseguiriam reduzir esse prazo. O problema, explicou, é avaliar o custo e a qualidade de uma aceleração nas obras. Das 12 arenas de futebol planejadas, 10 estariam em obras e duas ainda não foram iniciadas: a de São Paulo e a de Natal, no Rio Grande do Norte.

Olimpíada de Londres
O presidente do Sinaenco/São Paulo, José Roberto Bernasconi, citou como exemplo de planejamento a ser seguido os preparativos para os Jogos Olímpicos de Londres, que acontecem em 2012. De acordo com Bernasconi, os ingleses estão transformando a zona leste da cidade para construção do parque olímpico. “Essa é a pior área da cidade para morar, com armazéns antigos e escombros da Segunda Guerra Mundial”, explicou.

Bernasconi lembrou que Londres foi escolhida em 2005 como sede dos jogos e, de julho daquele ano a abril de 2007, foi realizado o planejamento. Já entre abril de 2007 e o verão de 2008, foram feitas demolições e escavações, a despoluição do solo e o desenvolvimento de projetos de engenharia de obras. De 2008 até agora, algumas obras estão em construção e algumas já foram concluídas. “Londres consegue fazer isso. Será que o Brasil também não consegue?” indagou.

Superfaturamento
Autor do requerimento para a realização da audiência pública, o deputado Rubens Bueno (PPS-PR) criticou falhas no andamento dos projetos. Ele lembrou que o Tribunal de Contas da União (TCU) já apontou casos de superfaturamento em Recife e em Manaus.

Bueno também reclamou da demora no início das obras para a Copa de 2014. “Estamos a 36 meses do mundial e muitas coisas ainda não saíram do papel, enquanto outras nem sequer estão no papel”, lamentou.
O presidente da Comissão de Turismo e Desporto, deputado Jonas Donizette (PSB-SP), avaliou que, muitas vezes, as obras não avançam porque esbarram na burocracia. “Precisamos ter mais agilidade para que o Estado possa dar respostas aos desafios apresentados”, disse.

Já o deputado Romário (PSB-RJ) ressaltou ter esperanças de que o Brasil faça “a grande Copa de todos os tempos”.

(Informações da Agência Câmara)

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