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Política

Receita Federal

Sigilo de genro de Serra também foi quebrado com procuração falsa

por Redação Carta Capital — publicado 11/09/2010 14h17, última modificação 11/09/2010 14h18
O documento utilizado na Receita também estava em nome de Antonio Atella Ferreira

Mais uma procuração falsa no caso da violação de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao PSDB em agências da Receita Federal. Além do documento forjado para recuperar as informações tributárias de Verônica Serra, filha do candidato do partido à Presidência da República, a Receita divulgou o pedido para o nome de Alexandre Bourgeois, genro do candidato, marido de Verônica.

A procuração para conseguir os dados de Bourgeois foi apresentada no mesmo dia e agência do caso de Verônica - 30 de setembro de 2009. As revelações somam-se às de que sigilos de mais de 2.500 pessoas foram retirados ilegalmente de uma agência em Mauá - no mês seguinte, registre-se. Entre os consultados, estavam os dados de Eduardo Jorge, vice-presidente do PSDB, Gregório Preciado, ex-sócio de Serra, e Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-presidente do BNDES (durante o governo FHC) e mentor das privatizações.

As informações sobre vazamento voltaram às manchetes há cerca de duas semanas, e o candidato tucano imediatamente relacionou a obtenção ilegal de dados à campanha de sua adversária petista, Dilma Rousseff. A estratégia, porém, ainda não foi confirmada por fatos. O único indício, até o momento, de que o PT tenha participado da história é uma filiação distante de Antonio Carlos Atella Ferreira, o despachante que entregou as procurações à Receita. Atella disse não se lembrar de ser filiado ao partido e declarou voto em Serra.

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