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Sérgio Cabral, o arrependido

por Rodrigo Martins publicado 30/06/2011 16h25, última modificação 01/07/2011 13h41
O governador do Rio de Janeiro tenta reduzir os danos recentes à sua imagem. Por Ricardo França e Rodrigo Martins
Sérgio Cabral

O governador do Rio, Sergio Cabral. Foto: Shana Reis/Governo do Estado do Rio de RJ

Nem parecia aquele governador de língua afiada, sempre disposto a dar uma resposta atravessada. Ao falar pela primeira vez sobre o desastre aéreo no sul da Bahia há duas semanas, que expôs suas relações íntimas com empresários, o peemedebista Sérgio Cabral admitiu erros na crise dos bombeiros e assumiu o compromisso de encampar o debate sobre os limites éticos que devem nortear a conduta de um homem público.

Em entrevista à Rádio CBN, na quarta-feira 29, o governador afirmou jamais ter tomado “qualquer decisão que envolva dinheiro público por conta de amizades pessoais”. Mesmo assim, Cabral  dispôs-se a propor um código de conduta para ele próprio cumprir, a exemplo do existente no governo federal e que a oposição deseja implantar no Rio de Janeiro. “Quero assumir o compromisso de rever minha conduta”, disse, em resposta às indagações sobre o seu relacionamento com Fernando Cavendish, dono da Delta Construções, uma das recordistas em obras públicas no estado.

Em 17 de junho, o governador embarcou com o filho e amigos num jato particular do empresário Eike Batista para a festa de aniversário de Cavendish. O convescote ocorreria num resort em Porto Seguro, mas um helicóptero, com sete pessoas do grupo de amigos, caiu no mar e matou todos os tripulantes, entre eles a namorada de Marco Antonio Cabral, filho do governador.

*Confira este conteúdo na íntegra da , já nas bancas.

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