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Novo governo

Senado aprova Tombini para presidência do Banco Central

por Redação Carta Capital — publicado 15/12/2010 18h00, última modificação 15/12/2010 18h01
O atual diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro do BC deve assumir o cargo no dia 3 de janeiro junto aos demais ministros escolhidos por Dilma Rousseff

O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira 15, por 37 votos a sete, a indicação do economista Alexandre Tombini para a presidência do Banco Central (BC). Tombini, atual diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro da instituição, ocupará o cargo que é de Henrique Meirelles desde o início do governo Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003.

Durante a votação em Plenário, os senadores destacaram as qualidades técnicas do indicado, funcionário de carreira do BC há mais de 15 anos. O senador Gerson Camata (PMDB-ES), por exemplo, observou que Tombini "foi claro, preciso" e "não se omitiu em nada" durante a sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), realizada no último dia 7.

O senador Antonio Carlos Júnior (DEM-BA), por sua vez, frisou que Tombini participou da montagem do atual regime de metas para inflação. O parlamentar também disse que o economista, que se formou pela Universidade de Brasília (UnB) e obteve PhD em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, é dotado de uma "formação acadêmica invejável".

Durante sabatina na comissão, Tombini defendeu a manutenção da política econômica do atual presidente do BC, Henrique Meirelles. Ele afirmou que não hesitará em lançar mão de "medidas prudenciais" para manter a inflação sob controle, a estabilidade da economia e o poder de compra da moeda, além de prevenir a formação de bolhas de crédito. Tombini também garantiu que, sob seu comando, o BC desfrutará de autonomia operacional para perseguir a meta de inflação, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, de 4,5% para os próximos dois anos.

No Banco Central, Tombini já ocupou a diretoria de Estudos Especiais e a chefia do Departamento de Estudos e Pesquisas. Também atuou nos Ministérios do Planejamento e da Fazenda. Entre 2001 e 2006, foi assessor sênior da Diretoria Executiva no escritório da representação brasileira junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

*Com informações da Agência Senado

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