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Sem Kassab, convenção do DEM elege Agripino Maia

por Redação Carta Capital — publicado 16/03/2011 16h35, última modificação 16/03/2011 16h35
De saída da legenda, o prefeito de São Paulo nem compareceu ao encontro, realizado em Brasília; em clima de velório, o partido elegeu seu novo presidente para tentar sobreviver

A convenção do Democratas (DEM) foi realizada em clima de velório nesta terça-feira 15. Enfraquecido nas eleições de outubro do ano passado, o partido foi ainda mais abalado pelo movimento do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, no início de 2011. Kassab resolveu abandonar o barco e fundar uma nova sigla, o PDB, para buscar sobrevida no cenário político paulista fora da aliança DEM-PSDB.
De início, cogitou-se a ida do prefeito para o PMDB. Com a ameaça de perder o mandato pela lei da fidelidade partidária, a fundação de um novo partido foi a solução encontrada pelos advogados de Kassab para uma transição e aproximação com a base aliada do governo federal.
Na iminência de perder a prefeitura da maior cidade do país, o DEM reuniu-se para definir os rumos do partido na tarde de ontem em Brasília. A convenção durou pouco tempo e foi marcada por discursos de mágoa com Kassab, que não compareceu ao encontro. O prefeito alegou um compromisso em São Paulo para faltar.
Deixando a presidência do partido, Rodrigo Maia foi saudado por seus pares. Figuras da estatura de ACM Neto fizeram votos de melhoras para a legenda e elogiaram a condução de Maia: "Rodrigo fez um esforço importante pelo partido e colocou a parte pessoal atrás do interesse coletivo", disse Neto.
Candidato derrotado à vice-presidência da República na chapa do tucano José Serra, Índio da Costa também esteve na convenção. O deputado procurou deixar de lado a questão da saída de Kassab: "Hoje é a convenção. Isso é outra coisa e só vão pensar nisso depois que resolvermos isso hoje".
No encontro, Rodrigo Maia passou o bastão da presidência da legenda para o senador Agripino Maia (RN). "Estou aqui porque sou um conciliador. É essa a minha função", declarou o novo líder do partido. Ainda sobre Kassab, ACM Neto segue com a missão de minimizar a perda para os Democratas.
Ao jornal Brasil Econômico, ele falou sobre o futuro do DEM sem o prefeito de São Paulo.
O DEM corre o risco de sofrer uma debandada com a saída de Gilberto Kassab?

Não existe debandada. Alguns oportunistas podem ir para a base do governo, mas isso será algo pontual. O partido pode ficar um pouco menor quantitativamente, mas certamente sairá desse processo mais coeso. Nós temos um projeto comum.
Como avalia a postura do prefeito paulistano?

O Kassab é menor que o DEM. Se for confirmada mesmo sua saída, eu vou lamentar. Pior que a infidelidade partidária é a ideológica. Mas o partido continuará tendo força e vigor. A convenção vai ser um ponto final da divisão interna.
Qual é o projeto do DEM para 2012?

Teremos candidatos nas cidades grandes e médias, onde existem retransmissoras de rádio e TV. Mais de 44 milhões de pessoas acreditaram na oposição em 2010. Não podemos jogar isso fora.

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