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Política

Santa Catarina transfere 40 detentos para presídios federais

por Redação Carta Capital — publicado 16/02/2013 15h08, última modificação 16/02/2013 15h12
União e governo estadual também anunciam plano para sufocar economicamente grupos criminosos da região

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, informou neste sábado 16 que 40 detentos foram transferidos de Santa Catarina para presídios federais de segurança máxima. Estes presos estariam envolvidos no comando dos 106 atentados que atingem o estado desde 30 de janeiro.

“Este não é o número definitivo [de presos]. O governo federal disponibilizará quantas vagas forem necessárias. Sejam para pessoas que já estão presas e/ou no comandando de ações de dentro dos presídios estaduais, sejam novos presos", disse em Florianópolis. E completou: "Há uma firme decisão dos governos estadual e federal, com o apoio do Poder Judiciário e do Ministério Público, para que haja estas remoções.”

A transferência dos presos contou com um forte aparato de segurança, além do uso de aviões Hércules da Força Aérea Brasileira (FAB). Não foram fornecidos detalhes sobre o destino dos detidos por motivos de segurança.

Para combater a onda de violência, Santa Catarina vai receber ainda agentes da Força Nacional que ficarão sob comando da Polícia Militar.

Além disso, foi anunciada uma megaoperação entre União e o governo estadual para impedir que organizações criminosas catarinenses, como o Primeiro Grupo da Capital (PGC), continuem recebendo dinheiro, drogas e armas. A Operação Divisa quer "asfixiar financeiramente as organizações criminosas". "É importante o asfixiamento financeiro desses grupos, que precisam receber os produtos ilícitos que comercializam, as armas, e ter trânsito de pessoas", afirmou Cardozo.

Ainda não há muitos detalhes, mas o plano seria semelhante ao anunciado em novembro para conter a violência em São Paulo. A ação prevê cercos policiais em terra, mar e céu, com a participação de órgãos federais e estaduais, como as polícias Federal, Rodoviária Federal, Militar e Civil.

Atenção nas estradas   

Nas estradas catarinenses, serão montadas barreiras fixas em vários pontos. Equipamentos de alta tecnologia, como um scanner veicular capaz de detectar substâncias ilícitas ou armas no interior dos veículos, estarão disponíveis.

Em 30 dias, a Secretaria Nacional de Segurança Pública também fornecerá à Polícia Civil do estado equipamentos para a finalização do laboratório de lavagem de dinheiro, que poderá detectar fluxos financeiros e identificar os beneficiários, fornecendo subsídios para os serviços de inteligência combaterem as organizações criminosas.

Santa Catarina já dispõe de um laboratório deste tipo, mas, segundo Cardozo, o equipamento funciona com 20% da capacidade dos mais modelos mais avançados.

Novos atentados   

Antes dos anúncios, foram registrados, ao todo, cinco atentados na noite de sexta-feira 15 nas cidades de Chapecó, São José, Itapoá, Campos Novos e Balneário Rincão.

Com isso, subiu para 106 o total de ocorrências desde janeiro. Os ataques ocorreram em 32 cidades catarinenses. Já foram incendiados 38 ônibus e seis bases da Polícia Militar e três da Polícia Civil foram atacadas. Até a noite dessa sexta-feira, 35 suspeitos de participação nos atentados foram presos.

Com informações Agência Brasil.

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