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Reunião decide futuro da CPI do Cachoeira

por Redação Carta Capital — publicado 16/10/2012 12h38, última modificação 16/10/2012 12h38
Prorrogação exige apoio de um terço da Câmara e do Senado, mas só dois deputados e sete senadores assinaram
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Vital do Rêgo (à dir.) com Odair Cunha durante sessão. Foto: Agência Senado

Está marcada para esta terça-feira 16, às 15 horas, reunião de representantes partidários para decidir o futuro da CPI do Cachoeira. O encontro se dará no gabinete do presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB). O prazo final da CPI é o dia 4 de novembro, mas integrantes da comissão coletam assinaturas para tentar uma prorrogação. São necessárias assinaturas de um terço dos membros da Câmara e do Senado -  171 deputados e 27 senadores - mas, até agora, apenas dois deputados e sete senadores assinaram o documento.

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que lidera o movimento pela prorrogação no Senado, deve continuar a coleta, independentemente do resultado da reunião. Segundo a assessoria do senador, o baixo número de assinaturas se deve à presença de poucos parlamentares no Congresso nas últimas semanas, o que deve mudar agora, já que há sessões deliberativas marcadas para esta semana.

Um dos principais argumentos dos parlamentares que defendem a prorrogação da CPI é a grande quantidade de requerimentos ainda não apreciados. Entre os 508 pedidos a serem analisados estão convocações e quebras de sigilo de empresas que seriam ligadas à organização criminosa que foi alvo da operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Os requerimentos, no entanto, podem não resultar em informações úteis se a CPI for encerrada, já que elas dificilmente chegariam antes do dia 4 de novembro.

Após a polêmica sobre o adiamento, o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), afirmou que a comissão tem "prazo certo" e que, enquanto não for aprovada uma prorrogação, trabalhará com o prazo atual, 4 de novembro. Cunha garante ter “elementos fortes e contundentes” sobre o trabalho da organização criminosa.

"Não é verdade que se os trabalhos não forem prorrogados os fatos não serão investigados. Não vou antecipar o relatório, mas muito já foi feito. Com as informações que nós temos hoje na CPI mista, já podemos produzir um relatório consistente", disse.

 

*Matéria originalmente publicada na Agência Senado