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Política

"Mensalão" tucano

Réu do "mensalão" do PSDB, Azeredo renuncia hoje ao mandato de deputado

por Redação — publicado 19/02/2014 12h29
Deputado é alvo de acusação do Ministério Público Federal por peculato e lavagem de dinheiro. Seu caso está em análise no Supremo Tribunal Federal
José Cruz/ABr
Eduardo Azeredo, deputado federal

Denúncias se referem às eleições de 1998, quando Azeredo concorreu ao governo de Minas

O deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), réu na Ação Penal 536, o processo do "mensalão" do PSDB, em análise no Supremo Tribunal Federal (STF), vai renunciar nesta quarta-feira 19 ao mandato na Câmara. A informação foi confirmada há pouco pela assessoria de imprensa do parlamentar.

A carta de renúncia será entregue pelo filho do deputado, Renato Azeredo, que ainda não chegou em Brasília. De acordo com a Mesa Diretora da Câmara, não há qualquer comunicação oficial sobre a decisão de Azeredo.

Por duas vezes ao longo das últimas semanas, Eduardo Azeredo anunciou e cancelou pronunciamentos que seriam feitos em plenário em que ele falaria sobre o pedido de condenação, apresentado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, à Suprema Corte, e sobre as manifestações de representantes do governo a respeito das denúncias.

Na terça-feira 18, o colega de partido Marcus Pestana (MG) anunciou que leria nesta quarta parte do pronunciamento de Azeredo em plenário. De acordo com a assessoria do tucano, a previsão sobre a leitura, às 17h30, está mantida. Pestana pode aproveitar o momento para ler a carta de renúncia de Azeredo. O partido não soube informar o nome do suplente de Azeredo, já que a lista segue uma ordem por coligação.

Segundo a denúncia de 2007, Azeredo, com objetivo de financiar sua campanha à reeleição do governo de Minas em 1998, montou um esquema de desvio de recursos públicos no Estado, com auxílio do publicitário Marcos Valério. Teriam sido utilizados recursos da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), da Companhia Mineradora de Minas Gerais (Comig) e do Grupo Financeiro Banco do Estado de Minas Gerais (BEMGE).

Os recursos eram liberados em favor da empresa SMP&B, de Marcos Valério, a mesma envolvida no "mensalão" do PT, pelo qual Valério cumpre pena em regime fechado. Ao final, essas verbas eram destinadas, em espécie, à campanha de Azeredo.

Para o Ministério Público Federal, o "mensalão" do PSDB é o embrião do "mensalão" do PT.

Com informações da Agência Brasil