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Política

Eleições 2014

Uma resposta a Jean Wyllys

por Luiz Paulo Corrêa da Rocha — publicado 29/10/2014 17h18
O deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB-RJ) rebate as alegações de Wyllys publicadas em seu último artigo do site de CartaCapital
Assembleia Legislativa do Estado de Rio Janeiro; Viola Jr/Câmara dos Deputados
Jean Wyllys

Luiz Paulo nega que tenha dito que a divisão do Brasil se dá por aspectos sociais e regionais

Na noite do último domingo, 26 de outubro, dia do segundo turno das eleições, fui convidado pelo jornal O Globo para, numa 'mesa redonda', debater, juntamente com o deputado federal Jean Wyllys as eleições presidenciais seus aspectos e consequências.

Entre diversas questões abordadas e comentadas, foi debatida a preocupante divisão causada, no seio da população, fruto da radical, acirrada e apaixonada campanha que precedeu o pleito do dia 26 de outubro.

No âmbito do debate sobre esse assunto, emiti minha opinião asseverando que essa deletéria divisão havia sido causada pelo discurso do PT, não só assumido de forma intensa durante a campanha, mas que já vinha sendo veiculado durante o período dos anteriores mandatos presidenciais petistas, sob a velha, surrada e repetida fórmula do 'nós contra eles', tão do gosto do ex-presidente Lula e da presidente Dilma, cujas inevitáveis consequências deságuam na diáspora entre brasileiros.

Em nenhum instante sequer caracterizei a divisão a que me referi como inerente a aspectos sociais, de gênero, de minorias, de raças, de religiões e muito menos regionais, circunscrevendo minha caracterização da divisão como reflexo de posições político partidárias exacerbadas.

Para minha grande surpresa, mas não muito, o deputado Jean Wyllys, do PSOL, que apoiou Dilma, do PT, publicou, em 27/10/2014, no site de CartaCapital, um artigo (A "novidade" da divisão do Brasil) discorrendo de forma distorcida e descontextualizada acerca da minha abordagem referente, repito, à ruinosa divisão dos brasileiros provocada pelo discurso do PT.

Nesse artigo, o deputado, numa interpretação contorcionista, pretendeu descontextualizar e distorcer a natureza das minhas opiniões, tentando trazê-las para o campo ideológico da argumentação fácil e simplória, como fosse possível me colocar ao lado dos que compactuam com as fissuras inaceitáveis de cunho social, econômico, de raça, de gênero, de religião e de lugar que historicamente mancham a nossa sociedade e contra as quais, inequivocamente, me tenho empenhado contrário ao longo de minha trajetória política.

Ele, não conhecendo meu ideário, minhas convicções, minha história, meu passado de lutas políticas, preferiu fundamentar-se numa interpretação intencionalmente preconceituosa característica do seu grupo político ideológico.

Nessa tentativa, já reveladora do seu modo de fazer política, o deputado, insere-se, por seu modo de agir, no rol dos que fomentam, sim, a divisão social fundada nas fissuras irreparáveis do preconceito, aquelas que não permitem o diálogo democrático como forma de superação das contradições sociais, princípio da social democracia a qual com orgulho tucano integro."

*Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB-RJ) é deputado estadual

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