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Quem venceu as eleições em 3 de outubro?

por Coluna do Leitor — publicado 05/10/2010 17h08, última modificação 06/10/2010 11h05
Do nosso leitor Pedro Benedito Maciel Neto: A base aliada do governo federal venceu as eleições

Pedro Benedito Maciel Neto: A base aliada do governo federal venceu as eleições

O PT com 88 Deputados Federais e o PMDB com 79 tem as maiores bancadas. Esses dois partidos na companhia bem-vinda do PDT (28), PSB, (34), PCdoB (15), PR (41) e, infelizmente do adesista PP (41) representarão à eleição de Dilma a grande possibilidade da realização e desenvolvimento de um governo com o necessário apoio da Câmara dos Deputados. O chamado “bloco de esquerda” (PSB, PDT e PCdo) chegou a 77 deputados, 13 a mais do que em 2006, e o “bloco de direita” (PR, PP, PTB) que também apóia do governo também cresceu,pois elegeu 15 deputados a mais que em 2006. Ou seja, a coligação da ex-ministra Dilma tem maioria na Câmara.

A mesma lógica é aplicável ao Senado, onde os partidos que apóiam o governo Lula e apóiam a candidatura de Dilma obtiveram expressivo crescimento. E a nota de destaque é que os maiores oposicionistas de Lula ficaram fora do Senado. Perderam seus mandatos por decisão do povo de seus estados: Arthur Virgilio do PSDB do Amazonas, aquele que disse que ia “dar uma surra” em Lula, não foi eleito, assim como Tasso Jereissati do PSDB do Ceará, Efraim de Moraes e Marco Maciel do DEM e o folclórico Senador Mão Santa do PSC do Piauí.

É importante diminuição da representatividade do DEM, parceiro histórico do PSDB, que também perdeu representatividade no congresso nacional.

Penso que quem venceu em 3 de outubro foi o Presidente Lula e seus aliados. Essa é a resposta mais honesta à questão levantada acima.

E com a eventual vitória de Dilma Rousseff nós cidadãos temos de refletir sobre qual é o nosso papel a partir de agora. Por quê?

Porque através da vitória de uma mulher com sua história pessoal se consolidará e se efetivará a terceira geração de direitos humanos e a sociedade brasileira, graças à luta pela democracia e aos governos civis a partir de 1985, tem consciência que os direitos que vão além do direito individual e social e porque vivemos num outro pais, outra realidade, um tempo de grandes e infinitas possibilidades, fato que é grandemente resultado de um governo democrático que resistiu aos ataques e golpes de setores conservadores e alterou a lógica da permanente impossibilidade conservadora e trouxe para a classe média milhões de famílias e tirou da miséria um contingente igualmente significativo de famílias, de brasileiros.

E, penso, é nosso dever discutir e definir as ações para esta e planos, idéias para as  futuras gerações com responsabilidade, humanidade e generosidade, pois podemos determinar a estratégia para a conquista de uma paz social duradoura no Brasil, desenvolvimento sustentável, criação e distribuição justa de riqueza e o estabelecimento de um padrão de vida para os brasileiros sem nos esquecermos que tudo é possível quando desejamos verdadeiramente.

Apesar da verdadeira revolução social e institucional que o Governo Lula fez, não podemos estar contentes, não importa o quanto tenha sido o avanço, quão alto o padrão geral de vida é e pode ser, afinal ainda há parcelas enormes do nosso povo brasileiro mal alimentadas, mal vestidas, mal- alojadas, e inseguras.

A luta pela redemocratização, os governos democráticos e em especial o governo Lula declararam e cada um a seu tempo e a seu modo deu efetividade a certos direitos individuais, sociais e políticos.

Mas o Brasil tem crescido em tamanho e importância, somos o “B” do BRIC, o G-20 é obra nossa e a economia industrial brasileira expande-se rapidamente, por isso tudo e é necessário que outros direitos sejam reconhecidos como fundamentais.

Por isso assegurar a igualdade de oportunidades na busca da conquista da felicidade é um dos nossos deveres, é papel da sociedade, afinal aprendemos que a liberdade individual não pode existir sem segurança econômica e independência política, pois "Os homens necessitados não são homens livres.” Ao contrário do que dizem os críticos do “BOLSA FAMILIA”, são as pessoas que estão com fome e sem emprego são o material de que as ditaduras são feitas e não o contrário.

O “bolsa família” é o maior e mais ambicioso programa de transferência de renda da história do Brasil, ele é fruto da experiência brasileira e nasceu para enfrentar o maior desafio da nossa sociedade, que é o de combater a fome e a miséria, e promover a emancipação das famílias mais pobres do país.

Através do BOLSA FAMÍLIA, o governo federal concede mensalmente benefícios em dinheiro para famílias mais necessitadas.

Por isso, penso, hoje temos de trabalhar e caminhar sobre uma base de segurança e prosperidade para todos, independentemente da religião, raça ou credo.

O próximo governo tem de manter, ampliar e desenvolver políticas públicas capazes de garantir trabalho útil e remunerado para todos, em indústrias produtivas e éticas, em estabelecimentos comerciais, e na área de serviços ou no campo.

O próximo governo tem de assegurar o direito de cada homem de negócios, grandes e pequenos, para negociar em uma atmosfera de segurança jurídica, livre de concorrência desleal e da dominação de monopólios, assim como manter e ampliar o MINHA CASA MINHA VIDA de tal sorte que todas as famílias tenham acesso a uma moradia digna.

Da mesma forma caberá ao próximo governo ampliar o direito à assistência médica adequada e a oportunidade de todos alcançarem e gozarem de boa saúde, assim como merecerá atenção o direito à proteção adequada dos temores econômicos de velhice, doenças, acidentes e desemprego, além, naturalmente, o direito a uma boa educação.

É isso. E aqueles que estejam lendo nisso algo de terrivelmente subversivo confesso que esse texto foi inspirado não em Marx, mas no Second Bill of Rights, de Franklin D. Roosevelt.

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