Você está aqui: Página Inicial / Política / Quem está certo?

Política

Alemanha e Japão

Quem está certo?

por Tão Gomes — publicado 14/09/2011 11h48, última modificação 14/09/2011 11h55
Enquanto Alemanha coloca fim às suas 3 últimas usinas nucleares, premier japonês quer retomar a atividade

O fim das últimas três usinas nucleares na Alemanha será em 2022. O anúncio foi feito pela Reuters. A decisão veio depois de uma renião da coalizão do governo alemão que terminou na madrugada. Foi feito pelo ministro do Meio Ambiente, Norbert Rottgen.

A chanceler Angela Merkel havia estabelecido uma comissão de ética para analisar a questão da energia nuclear após o desastre ocorrido na Usina de Fukushima, no Japão.

O ministro do Meio Ambiente alemão disse que os sete reatores mais antigos do país, que já estavam parados por uma moratória determinada pelo governo, além da Usina Nuclear Kruemmel, não serão reativados.

Outros seis reatores devem ser desligados até 2021 e os três mais novos devem ser desativados em 2022.

"É definitivo. O fim das três últimas usinas nucleares será em 2022", ressaltou Rottgen.

"Não haverá cláusula para revisão."

Antes da reunião que decidiu pelo fechamento das usinas nucleares, Angela Merkel advertiu que muitas questões ainda têm que ser

consideradas. "Se você quer deixar algo, também tem que provar como a mudança vai funcionar e como podemos garantir o fornecimento duradouro de energia sustentável", disse ela.

Enquanto isso, já nesta terça-feira o novo primeiro-ministro do Japão, Yoshihiko Noda, prometia reativar as usinas nucleares no país, assim que forem concluídas as inspeções de segurança iniciadas após o desastre na usina de Fukushima.

Falando diante do Parlamento, Noda afirmou também que o Japão deve explorar novas tecnologias para reduzir sua dependência da energia nuclear no longo prazo, tomando uma posição menos radical que a de seu antecessor no cargo, que defendia o abandono completo das usinas nucleares.

Na Alemanha, antes da moratória nas usinas nucleares, decretada em março após o acidente em Fukushima, o país  dependia da energia nuclear para 23% de seu suprimento.

A onda de protestos contra a energia nuclear na Alemanha fortaleceu o Partido Verde, que no fim de março venceu as eleições locais em Baden-Wuerttemberg, antes controlada pelo Partido Democrata Cristão, de Merkel.

No Japão, comunidades próximas às instalações nucleares já demonstraram insatisfação com a decisão do premiê. Dois terços dos reatores nucleares do Japão permanecem desligados, o que causou racionamento de energia durante o verão.

A Usina de Fukushima continua apresentando vazamentos radioativos seis meses depois que seu sistema de resfriamento foi destruído por um terremoto seguido de tsunami.

registrado em: