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Política

Escândalo

Quebra de sigilo: mais dúvidas, mais acusações

por Redação Carta Capital — publicado 06/09/2010 13h23, última modificação 06/09/2010 13h23
Funcionário da Receita consultou dados do vice-presidente do PSDB em agência de Minas Gerais. 10 vezes em 40 segundos

Funcionário da Receita consultou dados do vice-presidente do PSDB em agência de Minas Gerais. 10 vezes em 40 segundos.

A cada 4 segundos, uma consulta aos dados cadastrais de Eduardo Jorge na Receita Federal. Por bizarro que pareça, é essa a atividade atribuída a Gilberto Souza Amarante, analista tributário filiado ao PT em Minas Gerais. Durante 41 segundos, o funcionário teria visto 10 vezes informações básicas do vice-presidente do PSDB, guardadas nos servidores do órgão.

A novidade é mais uma no pacote sobre o acesso a dados de tucanos por servidores da Receita. Até a semana passada, os vazamentos se concentravam em agências de Santo André e Mauá, ambas na Grande São Paulo. No fim de semana, Minas Gerais entrou na conta. O computador usado por Amarante para acesso aos dados de Eduardo Jorge fica na agência de Formiga.

Algumas dúvidas ainda não foram esclarecidas. A primeira: como e por que o funcionário acessou 10 vezes em menos de um minutos as informações do vice-presidente tucano? Quais foram os dados acessados? Jornais que tiveram acesso à investigação já falam que apenas nome e endereço de Eduardo Jorge foram vistos. A única resposta dada prontamente: Amarante é filiado ao PT.

E segue a escalada de acusações contra a campanha de Dilma Rousseff à Presidência. O adversário tucano José Serra, que se apressou a associar a petista aos vazamentos de dados já na semana passada, voltou à carga: "Isto está no DNA do PT", afirmou o presidenciável, em evento em São Paulo. Do outro lado, a mensagem foi do próprio presidente Lula: "Cadê esse tal de sigilo que não apareceu até agora? Cadê o vazamento das informações? Mentira tem pernas curtas".