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Política

Segundo turno

PSDB descarta mudança de vice

por Redação Carta Capital — publicado 06/10/2010 17h05, última modificação 06/10/2010 17h14
Após cogitar Gabeira e Aécio, advogado dos tucanos desaconselha troca

Após cogitar Gabeira e Aécio, advogado dos tucanos desaconselha troca

Passado o primeiro turno, os tucanos agora vislumbram a vitória na corrida à presidência. A campanha de José Serra cogitou troca do vice para tornar mais forte a chapa. Porém, o advogado dos tucanos, Ricardo Penteado, desaconselhou, pois colocaria a candidatura em risco.

O atual vice da chapa de oposição, o democrata Índio da Costa, foi escolhido a duras penas, no último dia permitido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O PSDB e os aliados ficaram semanas discutindo e divergindo sobre o nome ideal para a composição da candidatura. Cogitou-se, a principio, uma chapa "pura-sangue" com o mineiro Aécio Neves, que preferiu concorrer ao Senado. Depois vários nomes, como o de Kátia Abreu (DEM), Agripino Maia (DEM), Sérgio Guerra (PSDB), Tasso Jereissati (PSDB) e Álvaro Dias (PSDB), forma citados, porém nenhum consenso. O nome do ex-deputado federal pelo Rio da Janeiro Índio, até então desconhecido do grande eleitorado, foi acatado ao apagar das luzes.

Agora, com todo o segundo turno pela frente, surgiu o nome do verde, e aliado tucano desde o pleito municipal de 2006, Fernando Gabeira que perdeu, no primeiro turno, a disputa ao governo do Estado do Rio de Janeiro para Sérgio Cabral (PMDB). Porém, Gabeira foi logo descartado, porque a Lei Eleitoral não permite a indicação de um nome que estava fora da coligação inicial do partido. Assim, voltou-se a cogitar o nome de Aécio, que teria que renunciar ao posto no Senado, conquistado na eleição do dia 3.

Segundo a Lei Eleitoral, um vice apenas pode ser trocado em caso de renúncia, morte ou quando for considerado inelegível pelo TSE. Uma consulta feita ao TSE em 1994, considerou que a troca tornaria a disputa eleitoral desequilibrada.

O próprio Serra negou todos os rumores e teria ligado para Índio para pessoalmente descartar qualquer mudança. "Isso é um factóide", afirmou o senador eleitor por São Paulo, Aloysio Nunes.

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