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Política

Pressionado por Agnelo, Perillo volta atrás e oferece sigilos à CPI

por Redação Carta Capital — publicado 13/06/2012 16h43, última modificação 13/06/2012 16h47
Governador de Goiás mudou de postura depois de dizer que não havia necessidade de publicar seus dados

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), entrou em contato com o líder de seu partido na Câmara, Bruno Araújo (PE), nesta quarta-feira 13, e colocou à disposição da CPI do Cachoeira seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. Perillo voltou atrás da postura que teve na terça-feira 12. Em depoimento à CPI do Cachoeira, ele disse que não havia motivo para que seus sigilos fossem quebrados. A sugestão, feita pelo relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), provocou um grande bate boca na CPI entre governistas e oposicionistas.

O governador de Goiás mudou de ideia algumas horas depois do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), colocar à disposição da CPI os seus sigilos durante depoimento à comissão. O deputado Bruno Araújo diz que “não há nada a esconder, e o PSDB tem confiança na idoneidade do governador Perillo”.

Perillo é suspeito de negociar um imóvel com o empresário goiano Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Ele teria recebido ajuda do ex-vereador de Goiânia Wladimir Garcez (PSDB). Foi nesta casa, localizada em Goiânia, que Carlinhos Cachoeira foi preso pela Polícia Federal em 29 de fevereiro. O governador também é suspeito de nomear pessoas indicadas pelo bicheiro para órgãos estaduais.

No depoimento feito à CPI, Perillo negou que tenha relação de proximidade com Cachoeira. Perillo afirmou que a venda da casa em Goiânia se deu de forma regular. Ele também argumentou que as gravações feitas pela Polícia Federal durante a investigações não apontam para uma relação próxima entre eles.

Com informações da Agência Câmara