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Por mares revoltos

por Antonio Luiz M. C. Costa publicado 17/12/2010 09h23, última modificação 17/12/2010 15h53
Como perseguir a paz, sem ingenuidade, em um planeta cada vez mais perigoso

Como perseguir a paz, sem ingenuidade, em um planeta cada vez mais perigoso

O planeta no qual Dilma e o chanceler Antonio Patriota conduzirão o País não é o mesmo com o qual Lula e Celso Amorim conviveram durante a maior parte do seu mandato. É um lugar mais perigoso sob muitos aspectos, mas no qual o Brasil não só poderá, como será praticamente obrigado a desempenhar um papel cada vez mais importante.

Estados Unidos e União Europeia encolheram em termos relativos. Devem continuar a lutar com problemas financeiros pelos próximos quatro anos – talvez muito mais. O Japão não conseguiu se recuperar inteiramente desde o estouro de sua bolha no início dos anos 90, mesmo tendo a relativa vantagem de contar com um povo historicamente menos propenso à rebeldia.

O historiador estadunidense Andrew McCoy publicou um artigo no qual  propõe quatro roteiros plausíveis, não necessariamente excludentes, pelos quais os EUA poderiam perder a hegemonia global de maneira súbita, antes de 2025: 1. Declínio econômico em razão da perda do status especial do dólar como moeda global de reserva, seguido da necessidade de corte de gastos militares. 2. Novo choque do petróleo, com árabes e iranianos exigindo pagamento em moedas que não o dólar e fazendo acordos militares com a China. 3. Catástrofe militar no Afeganistão e Golfo Pérsico, com retirada humilhante ante o Taleban ou fracasso em garantir o embarque de petróleo após embargo árabe. 4. Terceira guerra mundial, com a estrutura militar e informática dos EUA paralisada por ciberataque chinês.

*Confira este conteúdo na íntegra da edição 627, já nas bancas.

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