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Urânio

Política do Brasil em relação ao Irã seguirá linha do governo anterior, diz chanceler

por Agência Brasil publicado 27/01/2011 13h33, última modificação 02/02/2011 12h22
Uma entrevista dada pela então presidenta eleita a um jornal americano foi interpretada como possível indicação de que o país se relacionaria de forma diferente com o Irã
Relação Brasil-Irã seguirá a mesma, diz chanceler

Antonio Patriota afirmou que a política terá a linha adotada pelo governo anterior. Ele se referiu aos esforços feitos em 2010 de mediar acordo para a troca de urânio. Da Agência Brasil

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou nessa quarta-feira (26) que a política do Brasil em relação ao Irã seguirá a mesma linha adotada pelo governo anterior. Ele se referiu aos esforços feitos em 2010 de mediar acordo para a troca de urânio levemente enriquecido no Irã pelo produto enriquecido a 20% na Turquia. Apesar dessa proposta, a comunidade internacional acabou por aprovar sanções ao Irã por desconfiar de produção secreta de armas no país.
"Vamos manter essa linha [de mediar negociações e buscar um acordo] porque o Brasil é um país que se identifica com a busca de soluções diplomáticas para as questões de paz e segurança", afirmou Patriota na sua primeira viagem como ministro à Europa, onde reuniu-se com o comando-geral da União Europeia.
Para o ministro, a recusa da comunidade internacional à proposta de troca de urânio não deve ser interpretada de forma negativa. “[Foi um gesto que simbolizou] uma busca por uma alternativa diplomática e de construção de confiança em uma situação que está entre as mais complexas tratadas pelo Conselho de Segurança [das Nações Unidas]”, afirmou.
“Como membro não permanente do Conselho de Segurança, nos pareceu que deveríamos tratar desse assunto no espírito de tentar promover uma alternativa diplomática”, acrescentou o chanceler.
Em dezembro, uma entrevista dada pela então presidenta eleita Dilma Rousseff ao jornal americano Washington Post foi interpretada como possível indicação de que o país se relacionaria de forma diferente com o Irã em seu governo.
Na ocasião, Dilma condenou a punição de pena de morte dada à viúva Sakineh Mohammadie Ashtiani, de 43 anos. A mulher foi acusada de infidelidade e participação na morte do marido. A presidenta brasileira, em entrevista ao jornal norte-americano, afirmou discordar da posição brasileira em votação recente nas Nações Unidas, quando o país se absteve de apoiar resolução que condenava Teerã por violações de direitos humanos.
Matéria publicada originalmente na Agência Brasil

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