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Política

Violência no Rio

Polícia responde com tiros

por Bruno Huberman — publicado 24/11/2010 10h39, última modificação 25/11/2010 10h04
Operações dos últimos três dias deixaram 15 mortos e 150 detidos. Segundo o serviço de inteligência da polícia carioca, ordens partiram de líderes presos

Operações dos últimos três dias deixaram 21 mortos e 150 detidos. Segundo o serviço de inteligência da polícia carioca, ordens partiram de líderes presos

A assessoria da Polícia Militar do Rio de Janeiro confirmou que até o fim da tarde desta quarta-feira 24, as operações dos últimos três dias deixaram 21 mortos e 150 detidos. Em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, oito foram mortos pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) nesta quarta. Todo o contingente das polícias militar e civil está nas ruas, segundo ordem do comandante geral Mario Sérgio Duarte. As ruas da zona sul ficaram vazias. As pessoas se trancaram em casa com medo. O Rio de Janeiro está em guerra.

A onda de violência começou no domingo 21, quando aconteceram um arrastão e a queima de dois carros na Linha Vermelha, em Duque de Caxias. Desde então, dezenas de veículos foram incinerados em diversos pontos da cidade como Copacabana, Niterói, São Gonçalo, Tijuca, Estácio, Cavalcante e Santa Cruz. Uma cabine da PM foi fuzilada em Del Castilho. Praças foram isoladas por suspeita de bomba em Ipanema.

Na terça-feira 23, a PM realizou operações em 22 comunidades. Hoje, novas operações causaram mais mortes e apreensões de armas, drogas e bombas. Na Vila Cruzeiro, um caveirão do Bope foi incendiado por coquetéis molotov. O Disque-denúncia está oferecendo 10 mil reais por pistas dos responsáveis pelos ataques.

Para o secretário de Segurança José Mariano Beltrame, as ordens partiram da união das duas principais facções criminosas do Rio, o Comando Vermelho (CV) e a Amigos dos Amigos, em retaliação as implantações de Unidades Policiais Pacificadoras (UPPs) em áreas antes dominadas pelo tráfico. Segundo informação da subsecretaria de Inteligência, os ataques foram articulados por lideranças de dentro dos presídios.

A Justiça Estadual do Rio autorizou, a pedido do governo estadual, a transferência de oito presos para o presídio federal de Catanduva, no Paraná, onde está Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, um dos líderes do CV. No entanto, Beltrame negou qualquer ligação de VP com a onda de violência.

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