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Política

Rio de Janeiro

Polícia de Choque dispersa manifestantes concentrados perto de prédio de Cabral

por Agência Brasil publicado 05/07/2013 17h01
Cerca de 400 pessoas estavam concentradas no Leblon, perto da casa do governador Sérgio Cabral. PM afirma que policiais foram atacados e reagiram com bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta
Fernando Frazão/ABr
Rio de Janeiro

A manifestação pacífica na esquina da Avenida Delfim Moreira com a Rua Aristides Espíndola, no Leblon, zona Sul do Rio, na noite de quinta-feira 4

Rio de Janeiro - Cerca de 400 manifestantes, segundo a Polícia Militar (PM), que estavam concentrados na esquina de Avenida Delfim Moreira com a Aristides Espínola, no Leblon, perto da casa do governador Sérgio Cabral, foram dispersados no fim de ontem, quinta-feira 4, pela Tropa de Choque da Polícia Militar, depois de fecharam por cerca de uma hora e meia, a Delfim Moreira.

De acordo com a Polícia Militar, os policiais foram atacados e reagiram. Cerca de 100 policiais do Batalhão de Choque da PM, com bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta, dispersaram os cerca de 400 manifestantes que protestavam contra o governo de Sérgio Cabral. Os manifestantes manifestantes incendiaram lixeiras e uma pilha de engradados de água mineral que estava perto do calçadão da Praia do Leblon, em resposta à ação da Polícia Militar.

O ex-cabo do Corpo de Bombeiros Andrei Carlos de Azevedo, expulso da corporação em 2011, disse que a Tropa de Choque dispersou os manifestantes na Avenida Delfim Moreira com bombas de efeito moral. "Alguns manifestantes correram para a praia e foram detidos pelos militares perto do Posto 10 do Corpo Marítimo de Salvamento, onde acabaram detidos. Integrantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB [Ordem dos Advogados do Brasil], que observavam a manifestação, foram para o local para saber como está agindo a polícia."

Vizinhos reclamam da ação da polícia
Segundo o engenheiro, Pedro Luiz, que mora a duas quadras do prédio de Cabral, a polícia agiu de forma "irresponsável e desordenada". "Foi um horror. Os policiais usam esse gás lacrimogêneo em qualquer situação. Não existe critério para o uso dessa substância que é extremamente perigosa. Isso sem contar a total falta de organização da operação, sem nenhuma estratégia", disse o morador.

O analista de sistema, Juan Perez, disse que estava na varanda do seu apartamento quando um cheiro forte de gás rapidamente invadiu sua residência. "Minha esposa começou a passar muito mal. O odor é muito desagradável. Esse tipo de coisa deveria ser proibida. Eu não vi quem começou a bagunça, mas esse tipo de conduta dos policiais prejudica moradores e pedestres."

A Polícia Civil informou que seis pessoas foram detidas e levadas à Delegacia do Leblon. Cinco delas foram autuadas por tentativa de lesão corporal, por jogar pedras em policias, e uma por porte de drogas. Todos foram liberados sem pagamento de fiança. Houve registro de três policiais feridos.

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